Poemas de Alberto Caeiro - Obras completas de Fernando Pessoa

    Fernando Pessoa

    Ática
    1984
    116 páginas
    3h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Se eu pudesse trincar a terra toda e sentir-lhe um paladar, seria mais feliz um momento... Mas eu nem sempre quero ser feliz. É preciso ser de vez enquanto infeliz para se poder ser natural... Nem tudo é dias de sol, e a chuva, quando falta muito, pede-se. Por isso tomo a infelicidade com a felicidade naturalmente, como quem não estranha que haja montanhas e planícies e que haja rochedos e erva ... O que é preciso é ser-se natural e calmo na felicidade ou na infelicidade, sentir como quem olha, pensar como quem anda, e quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, e que o poente é belo e é bela a noite que fica... Assim é e assim seja...

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    Clio picture
    Clio06/04/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Tudo que é bonito nessa vida é simples... como os poemas de Alberto Caeiro. Caeiro tece versos livres de rima e regras que exaltam a vida simples do canto e recuperam os mitos greco-romanos remetendo ao Paganismo de outras escolas literárias. Não se pode pensar, contudo, que esses sejam poemas apenas descritivos. Como quase tudo que Pessoa escreve, seja por ele mesmo ou seus heteronômios, a lógica e o pensamento imperam. Recomendo.

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