Alex Kershaw plunges readers into the world of Jack London by using lots of direct quotations and maintaining a fast-paced narrative--just right for dealing with an author who crammed as much action into his brief, 40-year existence (1876-1916) as can be found in his classic adventure fiction The Call of the Wild. Kershaw does justice to London's ardent socialism and pioneering efforts to protect the natural environment; his distasteful racism is acknowledged, but only briefly. This heartfelt tribute aims to kindle our admiration for "the passion and energy with which [London] lived, and which still sustains his best prose."
Jack London - A Life
Alex Kershaw
A melhor história...
Sobre Jack London, que morreu com apenas quarenta anos em 1916, alguém escreveu que sua melhor história era a história de sua própria vida. De fato, contada aqui por Alex Kershaw, lê-se esta biografia como um grande livro de aventuras. Apesar de curta a vida de JL foi toda aventureira, ou atribulada, desde cedo até seu final. Por isso é que alguns de seus melhores livros parecem tão verdadeiros; aquilo que ele sentiu na pele, os infortúnios por que passou, tudo isso ele consegue transmitir integralmente ao leitor. Não apenas escreveu muitas obras (também comia e bebia compulsivamente); igualmente foi um grande leitor. Leu e foi influenciado por Karl Marx (foi filiado ao Partido Socialista Trabalhista por vários anos), Freud e Jung. Baseou sua errônea crença na superioridade do homem anglo-saxônico nas leituras que fez de Herbert Spencer, Charles Darwin e Friedrich Nietzsche (deste, Kershaw diz que London entendeu tudo errado). Amava os livros de Robert Louis Stevenson (A ilha do tesouro), Herman Melville (Moby Dick e Taipi), Joseph Conrad (O coração das trevas), Gustave Flaubert (Madame Bovary), Rudyard Kipling (A luz que se apagou) etc. Quando saía de viagem em seu barco sempre levava muitos livros consigo. Constantemente relia os autores citados. O autor de Martin Eden - que em grande parte é sua própria história disfarçada de ficção - deu ao mundo alguns espetaculares livros de aventuras, sua especialidade. Destacam-se Caninos brancos, O lobo do mar e, claro, uma das mais empolgantes obras do gênero, O chamado selvagem (também conhecida como O chamado da floresta), que teve mais de oitenta traduções mundo afora. Escreveu ainda reportagens e muitas histórias curtas e contos. O volume organizado por Vinicius de Moraes e reeditado pela Ediouro em 2004, Contos Norte-Americanos: Os clássicos, traz um de seus melhores contos, talvez o mais emocionante do volume: Acender um fogo - um dos preferidos do nosso grande Moacyr Scliar (vide Leituras de escritor). Bem, a biografia de JL escrita por Alex Kershaw é interessante, envolvente, excelente. London, se estivesse vivo, certamente a aprovaria. Lido entre 30/10 e 08/11/2015.
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