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    O Conceito de Dialética em Lukács -

    István Mészáros

    Boitempo
    2013
    176 páginas
    5h 52m
    ISBN-10: 8575593552
    Português Brasileiro
    4.3
    9 avaliações
    Leram18Lendo5Querem51Relendo1Abandonos0Resenhas1
    Favoritos1Desejados51Avaliaram9

    Com a intenção de facilitar o estudo da obra multiforme e altamente complexa de Lukács, Mészáros instaura uma matriz interpretativa para o trato do pensamento do filósofo conterrâneo e analisa criticamente seu legado. A perspectiva de Mészáros é privilegiada, pois, do final da década de 1940 e até a morte de Lukács, em 1971, cultivou uma relação ímpar com o seu mestre. Toda a qualidade deste ensaio de Mészáros reside, no fim das contas, no seu caráter seminal - ele instaura uma perspectiva de crítica (original e radical) a Lukács realmente fecunda, que instiga a polêmica, fornece pistas para a formulação de novas hipóteses relativas à sua obra, fomenta e propicia outras abordagens, e isso independentemente de concordarmos ou não com a posição do autor. Não são frequentes as elaborações ensaísticas com tal caráter.

    Resenhas (1)Ver mais
    Marcelo matos picture
    Marcelo matos08/06/2020Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Boa introdução

    O livro tem um carater de fazer uma breve analise do desenvolvimento do pensamento dialético de Lukács ao longo da vida do filósofo Húngaro, o que garante ao livro o status de uma pequena biografia intelectual do Mestre da Escola de Budapeste. O desenvolvimento do pensamento de Lukács se da a partir de suas fontes primeiras baseadas na literatura romântica da tradição germânica e influências sociológicas de matriz neokantiana que recebeu de seu mestres da juventude Max Weber e Georg Simmel também tendo contato com o filósofo historicista Windelband e o Hermeneuta Wilhem Dilthey período da sua vida onde ainda não havia uma estrutura dialética no seu pensamento e muito menos havia um todo sistemático que definiria a obra do Jovem Lukács, as suas obras do periodo como o livro "A alma e as formas" é um livro cuja falta de correlação entre os ensaios que o compõem é o elemento que atribui unidade ao livro que é marcado ainda por um profundo subjetivismo e crítica romântica da sociedade capitalista e industrial com base nas valorações éticas pré-modernas( românticas). A superação desse período ensaístico e romântico só começa a ser superada a partir de 1914 com a eclosão da primeira guerra mundial o que o leva ao estudo de Hegel e a descoberta de um pensamento dialético que o permitisse pensar as categorias da transformação social, pois as formas sociais agora poderiam ser pensadas como históricas, a resignação romântica que a imagem da "Jaula de aço" Weberiana impunha poderia ser superada, são desse periodo obras como a teoria do romance, as notas sobre Dostoiévski e a monumental estética de Heidelberg, os acontecimentos do período do desastre da guerra a convulsão causada pela revolução russa levaram o jovem Lukács a se juntar ao movimento comunista húngaro e iniciar uma nova fase para o seu pensamento agora se tornando cada vez mais dialético. O envolvimento com o pensamento revolucionário levou a passagem de Hegel a Marx cuja obra mais significativa do periodo (1923) é História e consciência de classes onde o autor redescobre as categorias da totalidade e mediação que serão desenvolvidas até o final da sua vida em sua grande Estética de 1963 e sua Ontologia do Ser Social onde tenta pensar a totalidade social como um complexo mediado por uma constelação de outros complexos. Além de ser um bom ponto de partida para o complexo pensamento de Lukács a obra conta com dados históricos biográficos que seriam úteis a qualquer interessado na história do século XX e da história do movimento socialista ( da revolução ao fracasso do momento soviético), além de servir para esclarecer sobre vida e obra deste grande personagem do século XX que é um dos mais distorcidos pelas mentiras do guru da Virgínia.

    3 curtidas

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    4.3 / 9
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    • 4 estrelas33%
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    István Mészáros

    Filósofo húngaro. Foi professor das Universidades de Sussex, York, Turim e St. Andrews. De operário à assistente de Lukács, iniciou sua carreira intelectual após a segunda guerra, tornando-se referência no pensamento marxista.

    16 Livros
    41 Seguidores

    István Mészáros