O Livro de Horas reune textos oriundos dos cadernos manuscritos do espólio de Maria Gabriela Llansol. O primeiro volume compreende textos-fragmentos escritos entre 1972 e 1977, através dos quais observa-se a gênese de sua escrita fulgurante.
O Livro de Horas reune textos oriundos dos cadernos manuscritos do espólio de Maria Gabriela Llansol. O primeiro volume compreende textos-fragmentos escritos entre 1972 e 1977, através dos quais observa-se a gênese de sua escrita fulgurante.

Escritora portuguesa de ascendência espanhola, nascida no ano de 1931 em Lisboa. Licenciou-se em Direito e em Ciências Pedagógicas, tendo trabalhado em áreas relacionadas com problemas educacionais. Em 1965, abandonou Portugal para se fixar na Bélgica. Considerada uma autora cuja escrita é hermética e de difícil inteligibilidade para o leitor comum, é, no entanto, apontada por muitos como um dos nomes mais inovadores e importantes da ficção portuguesa contemporânea. Um dos traços mais marcantes de toda a sua produção consiste na constante negação da escrita representativa, com inserção no texto de diferentes caracteres tipográficos, espaços em branco, traços que dividem o texto, perguntas de retórica, aspectos que contribuem para a sensação de estranheza que os seus textos provocam. Levando às últimas consequências a criação de um universo pessoal que desde os anos 60 não tem paralelo na literatura portuguesa, a obra de Maria Gabriela Llansol faz estilhaçar as fronteiras entre o que designamos por ficção, diário, poesia, ensaio, memórias, etc. Fonte: http://www.wook.pt