A Árvore da Vida (Cabala) (Biblioteca Planeta #17) - (Cabala)

    Shimon Halevi

    Editora Três
    1973
    188 páginas
    6h 16m
    Português Brasileiro

    A árvore cabalística da vida tem estado conosco há 2 mil anos ou mais. Cada era conheceu-a com seus próprios olhos e este livro é uma tentativa de amoldá-la aos termos do século XX, a fim de que ela possa florescer novamente. A árvore da vida é análoga à do Absoluto, do universo, do homem. Suas raízes penetram fundo na terra e seus galhos mais altos tocam o mais alto do céu. O homem, ponto de contato entre o céu e a terra, é uma imagem de seu Criador. Uma completa mas irrealizada árvore em miniatura, mais abaixo dos anjos, cabendo-lhe decidir se deve subir mais alto escalando os galhos de si mesmo, obtendo assim o fruto final. A árvore da vida é um retrato da criação. É um diagrama objetivo dos princípios que atuam através do universo. Criada na forma de uma árvore analógica ela revela o fluxo das forças que emanam do divino até o mais baixo dos mundos e daí ascende em sentido contrário. Nela estão contidas todas as leis que governam o universo, bem como sua correlação. Ela é também uma visão completa do homem. O universo relativo paira entre dois pólos. Tudo e nada. Tanto a ponta desse eixo flutuante pode ser encontrada em nada e tudo, quanto ambos os pólos tornam-se a entrada e a saída do absoluto que permanece separado da criação. Aqui temos a realidade por inteiro. Tudo mais é, para o supremo observador, ilusão - um drama cósmico organizado e dissolvido num movimento cíclico de peças dentro de peças, desde as mais sutis reverberações nos mundos do alto às mais baixas mudanças e torvos movimentos da mais acossada materialidade. O Absoluto não tem contato direto com a criação, embora o ser impregne a matriz do universo, sustentando-o, como o silêncio atrás de cada som. Sem essa realidade negativa nada pode vir à existência, assim como a sombra não pode existir sem a luz. Aqui no mundo relativo movemo-nos entre partículas e ondas, sem que a maioria suspeite sequer de que tudo aquilo que se toca está sempre desaparecendo, e aquilo que se vê não está de fato ali. A solidez é uma charada, um estado temporário do nada, congelado provisoriamente numa forma familiar aos nossos sentidos, e nós próprios não passamos de viajantes neste cenário sempre em mutação que chamamos Terra. A criação está separada de seu criador tanto ou mais quanto uma produção atual do Hamlet está distante de Shakespeare. Embora a criação seja sustentada por seu autor e malgrado a interpretação dos atores, a peça permanece essencialmente como o mestre a concebeu inicialmente. O universo relativo, como nossa analogia da peça, é constituído de protagonistas e elenco sobre uma série de cenários no qual diferentes desempenhos, buscando o equilíbrio, criam e representam os fatos dramáticos que constituem a evolução. As relações entre os diferentes atores ou forças são muito precisas, embora eles possam assumir atitudes diferentes sob condições específicas. Esse conjunto de combinações é disposto na árvore da vida de um modo tal que dada situação pode ser examinada e seus participantes e respectivas posições podem ser revelados. A árvore é um modelo do universo relativo. É o modelo do mundo, dentro de um princípio de ordem cíclico. Toda organização ou organismo é uma imitação de seu plano básico. O homem é o primeiro exemplo. Ele é um microcosmo do macrocosmo. Seu ser é uma réplica exata, em todos os detalhes, do cosmo acima dele. Na verdade, ele se move no mundo físico, é feito de átomos, moléculas e células, e ainda assim ele participa do sutil reinado das formas, toma parte na criação consciente e tem acesso ao divino. Assim como o homem é uma imagem da criação, também a criação é um reflexo do Criador. Por essa semelhança tornamo-nos capazes de entender o que está abaixo pela observação do que está acima, e aquilo que não podemos observar acima pelo exame daquilo que se encontra abaixo. Através da árvore da vida temos uma associação objetiva que nos dá a visão interior e o conhecimento do princípio do paralelismo - dos universos superior e inferior, exterior e interior. Em nosso relato, a origem da árvore da vida é traçada e em seguida é mostrado o poder de sua iluminação e de sua formulação. Seguindo o desenvolvimento de sua concepção, verificamos que os princípios cósmicos são aplicáveis a toda entidade total. Observando suas características percebemos como a árvore reúne numa ordem inteligente todos os aspectos dos fenômenos, demonstrando-os num quadro refletido, um universo no qual o Criador está presente até no mais denso da matéria.

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    Ricardo Dias de Oliveira19/05/2016Resenhou um livro
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    Ocultismo 7

    O estudo sobre os conceitos da "Árvore da Vida" fazem parte dos ensinamentos da Cabala. Esses conceitos são uma espécie de "sistema" que pode ser aplicado em diversas áreas da nossa vida, aqui o autor propõe alguns exemplos de sua aplicação. Como método de aperfeiçoamento, é extremamente eficiente em qualquer empreendimento que a pessoa procure aplicá-la.

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