Como se preparar para imprevistos - Dinheiro sem Segredo: Volume 9

    Reinaldo Domingos

    DSOP
    2012
    75 páginas
    2h 30m
    ISBN-13: 9788563680754
    Português Brasileiro

    Como lidar com empréstimos, cheques especiais, cartões de crédito e financiamentos? Em 12 volumes Reinaldo Domingos mostra de forma prática como conquistar a tão sonhada independência financeira e realizar seus sonhos, por meio da metodologia DSOP de Educação Financeira, uma metodologia que consiste em quatro pilares: diagnosticar gastos, priorizar sonhos, planejar o orçamento e poupar rendimentos..

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    Davi Paiva picture
    Davi Paiva21/11/2022Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Se sobressai dos demais volumes

    Link Amazon: https://amzn.to/3gnPWCh Mais um livro que li da Coleção Dinheiro sem Segredo, do Reinaldo Domingos, que gosto muito desde que conheci. Acho interessante como o volume 1 dessa coleção seja justamente o "Como Quitar suas Dívidas" justamente porque a maior parte das pessoas que se interessam por educação financeira já está com uma situação muito precária e precisa lidar com devedores. Já este, o volume 9, vai em oposição: ao se manter preparado, você previne ao máximo cair em desgraça de dever mais do que ganha e levar meses (ou até anos!) para pagar. Se eu pudesse, daria nota 4,5 para este livro nos sites de avaliação porque ele não chega a ser um nota 5 de 5, mas se sobressai dos demais volumes não só pelos ensinamentos e estratégias como as perguntas que deixa ao leitor e que futuramente pretendo aplicar em alunos do meu projeto pessoal de educação financeira. Em suma, "Como se Preparar para Imprevistos" não tem a ver com lidar com situações financeiras ruins. Ele trata de como estar pronto para elas. Recomendo! * E para quem curte os meus resumos... Vamos começar! Imprevistos sempre podem acontecer. Seja com você, com pessoas importantes ou coisas importantes. Do seu serviço ao imóvel/veículo que você está financiando ou mesmo aquele projeto que você quer realizar daqui a alguns meses ou anos. A questão é: você tem um plano B? A maioria das pessoas que trabalham em regime CLT já pensam em FGTS, Seguro Desemprego ou afastamento pelo INSS. Mas e se tiver algum problema? Eu mesmo, por exemplo, tive o azar de não receber FGTS e Seguro Desemprego quando fui mandado embora do meu primeiro emprego porque a empresa não fazia os depósitos. Nada contra os serviços públicos. Muito pelo contrário. Sou totalmente a favor de políticas públicas de assistência ao povo. No entanto, estar preparado para uma eventual emergência não é ruim e nem prejudica ninguém. Então por que não fazer? A prática mais comum é guardar pelo menos 10% dos ganhos (no livro, o autor recomenda que quem tenha mais liberdade financeira por morar com os pais em casa própria deve guardar pelo menos 30%) para se sustentar caso algo de ruim aconteça. E o valor desse sustento precisa ser ponderado: como já visto em volumes anteriores desta coleção, o melhor padrão de vida a se viver não é de acordo com a quantia que se ganha, mas sim, abaixo dele para ter uma "folga" financeira e guardar uma verba para emergências. Aqui o autor repete alguns ensinamentos de outros livros como a anotação diária do que se gasta, qual o valor, como se paga e em qual categoria o produto se encaixa (impostos, alimentação, lazer, investimento, etc.) para se ter uma noção de onde vai o seu dinheiro. Entretanto, ele ainda acrescenta ideias novas como ponderar o que se faz com ganhos extras (bônus, horas extras, 13º, férias, época mais alta de clientes para quem é autônomo, etc.): guardar ou pagar dívidas que já foram criadas pensando neste dinheiro? Se por acaso o pior acontecer e as suas reservas não darem conta, é preciso refletir: o cheque especial pode ter uma taxa de juros, mas usar o dinheiro para pagar o cartão de crédito (com juros ainda maiores) pode ser uma estratégia. Se o valor do empréstimo estiver melhor que o cheque especial, recorrer a um não é de um todo ruim. Caso seja permitido fazer a portabilidade de crédito (transferir a dívida de um lugar a outro) para uma instituição com uma taxa de juros ainda menor, essa é uma decisão que pode ser tomada. Passada a tempestade, é preciso não só voltar a construir fundos emergenciais como a possibilidade de baixar o padrão de vida ou até mesmo usar algum talento ou conhecimento para ter ganhos extras.

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