Como lidar com empréstimos, cheques especiais, cartões de crédito e financiamentos? Em 12 volumes Reinaldo Domingos mostra de forma prática como conquistar a tão sonhada independência financeira e realizar seus sonhos, por meio da metodologia DSOP de Educação Financeira, uma metodologia que consiste em quatro pilares: diagnosticar gastos, priorizar sonhos, planejar o orçamento e poupar rendimentos..
Como falar sobre dinheiro com seus filhos - Dinheiro sem Segredo: Volume 11
Reinaldo Domingos
Regular
Link Amazon: https://amzn.to/3nbCN23 Mais um livro sobre educação financeira lido com sucesso! O tema é bem interessante. Até perguntei a alguns amigos nas redes sociais sobre como eles falam sobre dinheiro com seus filhos. Obtive poucas respostas, mas percebi que aqueles que falaram já tinham uma educação elevada ou estavam em empregos que lidavam com mercado financeiro, gerando a necessidade de educar os seus dependentes para eles não caírem em dívidas. No entanto, creio que o autor não conseguiu ser muito prático ou sensível na pauta. A meu ver, este volume poderia ser escrito com auxílio de algum pedagogo, citar fontes de pesquisa ou ainda ser mais gradual sobre a forma de se apresentar o dinheiro, descrever o valor de produtos e serviços, como gastar/guardar/poupar e ainda reavaliar gastos conforme eles crescem e se tornam adolescentes. Ainda assim, uma orientação regular é melhor que orientação nenhuma. E confirmar neste volume algumas ideias que já vi em outros livros e cursos apenas indica que estou no caminho certo tanto para a minha instrução pessoal quanto para ajudar terceiros. Recomendo! * E para quem gosta dos meus resumos... Lá vamos nós! Segundo o autor, quanto mais cedo uma criança tiver contato com dinheiro, mais chances ela terá de alcançar a prosperidade. Eu, particularmente, considero "prosperidade" a independência financeira, o controle de orçamento ou pelo menos não quebrar financeiramente, se tornando uma pessoa endividada ou gastadora (do tipo "ganho R$ 1 mil e tenho dívidas de R$ 2 mil"). Os contatos podem ser simples começando pelo toque e da forma de manuseio. Se a criança entender que dinheiro não é um objeto para jogar como um papel qualquer ou mesmo para colocar na boca, já é um passo. O outro passo é entender que dinheiro ajuda a obter coisas conforme necessidades. Adorei o exemplo do autor pedindo para a criança desenhar um elefante e um gato e pensar qual deles come mais. Depois você pode ajudar a criança a concluir que o elefante precisa de mais comida, portanto, mais dinheiro. E assim cada um tem necessidades específicas e compras maiores. A reeducação mental é importante. Não fazer a criança crer em fadas madrinhas e príncipes encantados que os tirem da má situação em que se encontram em narrativas clássicas. Depois ajudar a criança a se organizar financeiramente dando dinheiro a ela para realizar desejos é algo bom. A questão é fazer a criança entender o que é desejo urgente, o que é um desejo por influência de terceiros e o que é desejo próprio. Uma ideia que o autor dá e já vi em cursos é que o valor dado para a criança precisa ser orçado pelo responsável e ponderado (se em um mês um jovem recebe R$ 20,00 e R$ 50,00 no outro, o que aconteceu para uma mudança tão brusca?). Quando a criança atinge objetivos ou está perto deles, recompensas podem ser dadas tal qual os juros de uma conta poupança. Também é preciso educar o jovem a lidar com imprevistos. Combinar um ou dois meses no ano, sem aviso, que o jovem não receberá dinheiro, sem aviso prévio. O que ele fará? Aí está uma possibilidade de se ensinar a criar um Fundo de Emergência. Mas o mais importante é o diálogo: nós somos educados a gastar e aprendemos erroneamente que ter é mais importante que ser. E olhem que somos adultos e temos maturidade para refletir sobre essas armadilhas! Imaginem eles, que chegam ao mundo sem conhecer as regras do jogo...
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