Entrar
    Book cover
    Compartilhar
    Editar
    • Sinopse
    • Edições0
    • Vídeos0
    • Grupos0
    • Resenhas2
    • Leitores13
    • Similares1
    Skoob logo

    Saiba mais

    Quem somosTermos de usoFale conoscoCentral de ajudaPrivacidade

    Fique por dentro

    Livros em destaque

    Explore

    LivrosAutoresEditorasLeitoresCortesias

    Siga nas redes sociais

    Baixe o app

    Google PlayApp Store

    A Água Benta e o Diabo - Literatura Amapá

    Fernando Canto

    FUNDECAP
    1998
    56 páginas
    1h 52m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
    4.5
    2 avaliações
    Leram2Lendo1Querem10Relendo0Abandonos0Resenhas2
    Favoritos0Desejados10Avaliaram2

    Ensaio onde o autor, preocupado em dar maior importância à manifestação folclórica mais representativa do Amapá - o Marabaixo - tenta analisá-lo sem purismo e numa linguagem clara e objetiva, visando concorrer para a interpretação geral do folclore amapaense.

    Similares (1)

    Ver mais
    • book cover
    Resenhas (2)Ver mais
    Amapá e Amazônia picture
    Amapá e Amazônia30/12/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    “Água Benta e o Diabo”, fala da saga do Marabaixo em Macapá e da resistência dos populares em preservá-lo, apesar das dificuldades. De um lado, a Igreja promovendo a sua dominância e de outro, os negros com sua irreverência e determinação para que a festa do Divino não se extinguisse. O livro e o título foram inspirados numa declaração de Dom Aristides Piróvano ao Fernando no decorrer de uma entrevista para jornal: “Folclore é folclore, religião é coisa séria e não podemos misturar as duas coisas. A igreja não é contrária à diversão do povo, mas não se pode misturar água benta com o diabo”.“Água Benta e o Diabo”, Fernando recorreu a antigas anotações e encontrou, no meio de pedaços do jornalismo de antigamente, um artigo assinado por Pancrácio Junior, publicado em 31 de maio de 1899 no jornal “Pinsonia”. Nele vê um relato detalhado da festa do Divino Espírito Santo – à qual era vinculado o Marabaixo – e uma enxurrada de críticas ao vigário da Catedral de São José, que não queria ver a liturgia do padroeiro ser embolada à profanação do folclore cultuado pela negrada. O livro traz ainda depoimentos de macapaenses tradicionais, como o de Zacarias Leite, nascido em 1903, e que foi aluno do padre Julio Maria Lombaerd, um belga que chegou a Macapá em 1913. O que Zacarias Leite conta dá bem a dimensão do desentendimento: “Padre Julio combatia as festas do Marabaixo. Dizia que não passava de batuque e bebedeira, com a exploração de dinheiro, mediante a apresentação da coroa do Divino Espírito Santo. Padre Julio fechava a igreja, mas o povo fincava os mastros na frente da matriz. Era tradicional em Macapá deixar-se essa coroa do Divino na Igreja de São José, de um dia para o outro. O padre Julio não aceitava esse costume. Combatia-o publicamente. Um ano, na igreja, quebrou a coroa de prata do Divino e mandou entregar os pedaços ao festeiro do Marabaixo”. Fernando revela que as relações entre a Igreja e o Marabaixo se acalmaram um pouco com a criação do Território e a chegada de Janary Nunes para governá-lo. “Para a execução dos seus objetivos, Janary adotou o processo de entendimento e cordialidade para com os moradores mais velhos, chefes patriarcais de famílias tradicionais e líderes de festas religiosas e populares”. Evidentemente que nesse esquema entrava a turma do Marabaixo." Hélio Pennafort Mais informações em

    curtir

    Estatísticas

    Avaliações

    4.5 / 2
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas50%
    • 3 estrelas0%
    • 2 estrelas0%
    • 1 estrelas0%
    Fernando Canto profile picture

    Fernando Canto

    Fernando Canto é um artista talentoso e criativo. Dono de uma linguagem que ora e vez é impregnada de elementos poéticos, o que torna o seu texto rico, agradável e carregado de informações que dão consistência e substancialidade às crônicas e artigos que ele tão bem vem produzindo ao longo dos anos, compartilhando conosco esse acervo precioso, registrando em prosa suave e airosa suas pesquisas sociológicas e históricas, bem como impressões e poemas que enriquecem os textos. Intelectual atuante, artista cuja sensibilidade o faz destacar-se tanto na literatura como na música, seu trabalho sempre é bem recebido por todos aqueles que são ávidos pelo que há de melhor em nossa literatura. Fernando Pimentel Canto, um cantador cheio de amor por esta terra, sua gente e história. (Paulo Tarso Barros)

    14 Livros
    4 Seguidores
    Pará, Brasil

    Fernando Canto