Superior admite ser Inferior
Comecemos pelos desenhos de Ryan Stegman. Definitivamente não curto a sua visão para os heróis, independente de quais sejam. O traço até que é bacana para rabiscar pessoas ‘comuns’ e para os cenários. Entretanto, tanto o Superior quanto o Aranha 2099 ficaram estranhos a meu ver. Um pouco melhor que edições anteriores, principalmente no tocante as proporções, mas realmente não aprecio muito o estilo. Destaque para a mescla da arte atual com a antiga, representando as memórias do Peter que vale. E o nosso ‘amado’ Dan Slott… Admito: o escritor tem uma estratégia realmente brilhante. Quando o bendito Oquinho começa a esmorecer em matéria de ‘novidades’, o autor volta a chamar a atenção para o personagem, insinuando de forma nem tanto sutil a possibilidade de Parker ainda estar na atividade. Assim, consegue de uma tacada só chamar a atenção dos leitores antigos e ainda manter a chama acesa com os novatos que curtem o Aranha matador e violento. Como habitual, a estrutura narrativa é bem dinâmica e consegue prender a atenção desde o início, mantendo um ritmo de ação bem escalonado com as reflexões. Muita coisa acontecendo e sempre referenciando a um fato ou outro da cronologia ‘slottiana’. Neste caso específico, aproveitou o gancho do Universo 2099 para direcionar uma nova linha, marcando o fim da emblemática Oscorp (até quando, não sabemos). Como tudo não é isento de erros e há as benditas soluções ‘mágicas’ ou fáceis. A forçada de mão para trazer o Oquinho foi evidente, mesmo sendo tecnicamente defensável. O Oquinho e sua já tradicional tentativa de se mostrar Superior enchem as medidas, mesmo após um longo período ‘vivendo’ como um herói. Sempre quer se mostrar melhor que o Parker, só que desta, pela primeira vez, não foi possível. Ademais, por que o bendito Slott não fez isso tudo com o Parker e não com o troca-troca? $abemos o porquê. Enfim, a contagem regressiva para a volta do Parker que vale parece ter começado. Há muito ainda a acontecer e o Superior continuará por um bom tempo. No entanto, já é um alento. Pena mesmo que o Slott não tenha buscado desenvolver histórias com o Parker que vale e não ter inventado essa lenga lenga de Superior. Teria sido realmente mais proveitoso, apesar dos pesares…