Um acréscimo a "Papillon"
Nessa "continuação" de Papillion, o acompanhamos desde o momento de sua libertação da penitenciária de Eldorado na Venezuela acompanhado de Picolino, um homem que tornou-se deficiente mental em razão de um acidente. A sede de vingança de Henri contra testemunhas falsas, um juiz corrupto e um júri desonesto o conduz durante todo o livro (algo que me fez lembrar Edmond em "O Conde de Monte Cristo"). O livro leva o nome "Banco" porque durante toda a história de sua vida, Henri Charriere busca formas de tornar-se rico, sejam elas formas lícitas como trabalhos em minas de ouro, comercialização de minério de cobre e gerência de bares, clubes e hotelarias ou até mesmo formas ilícitas tais como golpes e roubos a banco. No entanto, todo seu destino o conduz para o caminho de uma regeneração total no desfecho do livro com o processo de escrita, edição e publicação de seu livro "Papillon" em 1968 (adaptado para o cinema com atores renomados como Steve McQueen e Dustin Hoffmann). Após essa leitura posso afirmar categoricamente que os relatos de sua vida posterior ao sua libertação do cárcere não possuem o "brilho" de seus relatos expostos no primeiro livro. Porém, em "Banco" reencontramos alguns personagens amigos de Papi que furgiram do cárcere e levam uma vida simples e honesta como Maturette e Alexandre. Recomendo esse livro aos curiosos sobre a vida de Papillon após sua libertação de Eldorado. Em contrapartida, é um livro dispensável, pois há momentos que a narrativa torna-se entediante e chega a dar nos nervos.

