De acordo com Fernando A. Novaes esta obra tem como objetivo dar um novo foco a historiografia por meio da antropologia de textos selecionados e distribuídos de maneira a proporcionar uma visão inicial da tendencia atual dominante em uma nova seara. Tudo que é humano torna-se história. Isso quer dizer que a história como discurso é anterior às demais ciências sociais , às universidades. A História como discurso é muito antiga e passa por transformações nos vários momentos dessa trajetória. Não por acaso que o século XIX ficou conhecido como o século da história além de ser também da ciência .Até então a história era considerada como um gênero literário , isto até a Belle Epoquê . A partir dai, desaparece o gênero história do elenco literário ; os historiadores passam a considerar-se cientistas, despreocupam-se da forma e em consequência passam a escrever muito mal. Uma perda irreparável. Para evitar uma perda ainda maior a história tende a dialogar com outras ciências tais como antropologia, economia,sociologia entre outras que tendem também fazer o caminho inverso dialogando com a história . O historiador explica para reconstituir , enquanto que o cientista reconstitui para explicar .Para o historiador, a conceituação é o meio e a reconstituição é o fim ; para o cientista a conceituação é o fim a reconstituição é o meio. E os fatos, isto é o objeto de analise nunca pertence exclusivamente a uma unica esfera da existência, mas envolvem sempre todas as esferas. A história é filha do tempo, toda história é contemporânea e deste ponto ela é sempre total. Ela é a disciplina fundamental nos meios acadêmicos para a formação do estado Nação do século XIX