Publicado em 1954, A Spy in the House of Love explora temas como identidade, sexualidade, traição e amor. A trama acompanha Sabina, uma mulher casada que vive uma vida dupla. De um lado, ela mantém um casamento aparentemente estável com Alan, um homem que a ama incondicionalmente. Do outro, ela se entrega a aventuras extraconjugais, buscando intensidade emocional e liberdade sexual. Não linear e intimista, às vezes os questionamentos da narradora podem virar nossos próprios debates internos.
Ando lendo um bocado sobre o amor ultimamente e não pude deixar de fazer correlações com o livro de Ana Suy "A gente mira no amor e acerta na solidão". A forma que Sabina se fragmenta e assume um papel variável segundo o amante que ela tem; a necessidade de ter vários "amores": erótico, romântico, paternal e sequer perceber isso. É um livro poeticamente triste, é a história de uma mulher que não sabe amar e está totalmente perdida. Quem é Sabina quando ela não está atuando para seus amantes? Parece que nem ela sabe responder, afinal, ela não consegue parar de atuar. Pra mim, serve de lembrete de não me perder de mim e do que eu sei que é amor.