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    A Mãe -

    Maksim Górki

    Expressão Popular
    2011
    456 páginas
    15h 12m
    ISBN-13: 9788587394071
    Português Brasileiro
    4
    13 avaliações
    Leram18Lendo2Querem12Relendo0Abandonos0Resenhas1
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    Este romance é um retrato dramático e fascinante da luta revolucionária vista a partir da ótica familiar e do mundo dos trabalhadores. Está baseado em fatos reais ocorridos nas fábricas de Sormovo, na Rússia, em que o operário Pavel Vlassov, militante revolucionário, e sua mãe, Pelagueia Nilovna, são protagonistas das manifestações do “1º de Maio” de 1902.

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    Geanne D'arc de Carvalho20/03/2015Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    A mãe

    Nascido Alexis Maximovitch Pechkov, o escritor russo Máximo Gorki, deve sua reputação mundial aos vagabundos, aos desvalidos que soube descrever com minúcia surpreendente. Órfão desde a mais tenra idade, Gorki teve uma infância atroz. Exerceu, na adolescência, os ofícios mais rudes: ajudante de cozinha, servente de pedreiro, sapateiro, padeiro... Mas desde cedo teve necessidade de ler e de se instruir. Um jornal de província se interessou pelos seus primeiros contos que escreveu ainda muito jovem. Muito cedo a glória atingiu sua obra que mais se assemelha a uma basta autobiografia. O romance “A Mãe” é sua obra mais sensível e seu ambiente é o da Rússia dolorosa, pisoteada, que recusa desesperar-se. Nele vemos, em um quarto sórdido, Pelágia Vlassova. É uma velha quebrada pela miséria e pela desgraça. Em toda sua sofrida existência só conheceu a fome, o frio e as surras que lhe dava um marido bêbado e inculto. Acreditava, no entanto, que devia suportar, sem se queixar, seu triste destino. Viúva, põe toda a sua humildade e devotamento a serviço do filho Paulo e maravilha-se com a inteligência do rapaz. Os ventos da revolução sopram pela cidade e Paulo, que é operário, adere ao movimento revolucionário, pensando que a salvação e a esperança residem nas promessas de transformação. É preciso começar por instruir o povo, porque é a ignorância que permite a opressão. Paulo devora massas de livros na meia luz do pardieiro em que vive com a mãe e de noite recebe amigos e com estes discute as ideias tiradas de suas leituras. Pelágia escuta sem compreender: as palavras “liberdade”, “direito à vida”, lhes são estranhas, mas essas mesmas palavras, que tombam nela como sementes, desenvolvem-se surdamente e, dentro em pouco, a desperta para a ideia de liberdade. Ela quer saber. Ei-la abrindo os livros do filho e balbuciando frases, mas em breve seu sentido a deslumbra e Pelágia Vlassova abraça as ideias do filho e participa das discussões com seus camaradas. Os que possuem conhecimento da história russa sabem que um grande número desses jovens revolucionários foram presos e deportados. Paulo não estará salvo de tal destino, mas sua mãe certamente o substituirá na luta clandestina, pois mesmo com suas pobres forças ela sustentará a obra dele. Nem o martírio a fará parar e a revolução da qual Pelágia Vlassova é mãe, através de seu filho, põe-se em marcha. Gorki nos conta uma história que poderia ser real e talvez por isso seja uma obra que se lê como uma biografia. Muitas mães, no mundo inteiro, podem se identificar com a pobre Pelágia e qualquer pessoa com um mínimo de sensibilidade se emociona com a história desse pobre mulher que por viver sem nenhuma esperança encontra na luta do filho por liberdade a sua própria razão de viver.

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    Aleksei Maksimovich Peshkov

    Maksim Górki, pseudônimo de Aleksei Maksimovich Peshkov, foi um famoso escritor, romancista, dramaturgo, contista e ativista político russo. Gorki foi escritor de escola naturalista que formou uma espécie de ponte entre as gerações de Tchekhov e Tolstoi, e a nova geração de escritores soviéticos.

    73 Livros
    122 Seguidores

    Aleksei Maksimovich Peshkov