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    Jornalistas e Revolucionários - Nos Tempos da Imprensa Alternativa

    Bernardo Kucinski

    Página Aberta
    1991
    408 páginas
    13h 36m
    ISBN-10: 8585328142
    Português Brasileiro
    3.9
    32 avaliações
    Leram53Lendo3Querem75Relendo0Abandonos4Resenhas3
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    Resenhas (3)Ver mais
    Tiago Ribeiro Santos picture
    Tiago Ribeiro Santos11/01/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Livro importante para estudantes de jornalismo e, principalmente, para os mais idealistas que iniciam à faculdade com o pensamento de mudar o mundo, sem antes enxergar o ambiente em que os cerca, controlado por outros meios de comunicação. Bernardo Kucinski é um grande nome do jornalismo brasileiro e realizou em Jornalistas e Revolucionários a maior pesquisa brasileira sobre a imprensa alternativa, dita nanica - ou que impropriamente chamo de jornaleca - mas que foi capaz de formar novas opiniões através de sua contra-cultura. Jornalistas e Revolucionários é um livro para uma consulta constante. Além do alto teor histórico, vale a reflexão dos porquês de jornais tão criativos e interessantes, muito deles, não teren conseguido um tempo de vida durador. Mesmo para os que já estão envolvidos no jornalismo ou um dia foram estudantes, o livro ainda merece bom espaço na estante, já que reconstrói um tempo determinante para construção de censura jornalística, principalmente sobre esta imprensa alternativa, a principal atingida. Ainda, boas fotografias relembram estes jornais da época.

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    Bernardo Kucinski profile picture

    Bernardo Kucinski

    Bernardo Kucinski (São Paulo, 1937) é um jornalista, escritor e cientista político brasileiro. É colaborador do Partido dos Trabalhadores e professor da Universidade de São Paulo, onde ministra a cátedra de jornalismo internacional, entre outras. Trabalhou como assessor da Presidência da República durante o primeiro mandato de Luís Inácio Lula da Silva. Possui graduação em física pela Universidade de São Paulo (1968). Militante estudantil durante o regime militar, foi preso e exilado. Retornou e entrou para os quadros da USP na Escola de Comunicações e Artes da Universidade de São Paulo em 1986. Em 1991, obteve grau de doutor em Ciências da Comunicação pela USP com tese sobre a imprensa alternativa no Brasil entre 1964 e 1980. Ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura em 1997. No período de fevereiro de 2003 a junho de 2006 foi Assessor Especial da Secretaria de Comunicação Social (SECOM), da Presidência da República. Aposentou-se como professor titular da Universidade de São Paulo, junto à Escola de Comunicações e Artes – Departamento de Jornalismo e Editoração.[1][2][3] Devido ao regime militar que havia se instalado no país, mudou-se para a Inglaterra após participar do mapeamento da tortura no Brasil, em duas reportagens publicadas na Veja. Em Londres, entre 1971 e 1974, foi produtor e locutor da BBC, correspondente de Opinião e depois da Gazeta Mercantil, dedicando-se ao aprofundamento de sua formação em economia. De volta ao Brasil em 1974, participou da fundação dos jornais alternativos Movimento e Em Tempo (do qual foi o primeiro editor, em 1977). A partir de então, trabalhou como editor de commodities da Gazeta Mercantil e foi correspondente do jornal The Guardian, da revista Euromoney, e do boletim Latin America Political Report, todos periódicos londrinos, e de Lagniappe Letter, newsletter novaiorquina, além de produzir cadernos especiais para a revista Exame. Também participou da revista Ciência Hoje, da SBPC (Sociedade Brasileira Para o Progresso da Ciência).[2][3] Em 1986 entrou para os quadros da USP, como professor da Escola de Comunicações e Artes. Em 1991, apresentou sua tese de doutoramento, Jornalistas Revolucionários – Nos tempos da imprensa alternativa, um estudo mapeando cerca de 150 periódicos surgidos entre 1964 e 1980. Em 1997 ganhou o Prêmio Jabuti de Literatura com o livro Jornalismo Econômico (1996), resultado de sua tese de livre-docência e do pós-doutorado realizado em Londres. As Cartas Ácidas eram pequenos relatórios diários a partir da leitura crítica da mídia e enviadas para o candidato à Presidência da República em 1998, Luiz Inácio Lula da Silva. Em 2002, com a vitória do candidato do PT, se torna assessor especial da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República, cargo que deixou em 2006. Sua estreia na ficção, com o livro K. - Relato de uma Busca, possibilitou-lhe chegar como finalista dos prêmios São Paulo de Literatura e Portugal Telecom de 2012.

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    São Paulo, Brasil

    Bernardo Kucinski