Pretensioso até o espirito
Autor desprovido de uma capacidade analítica imparcial, desde os primeiros capítulos se vê claramente qual o objetivo da narrativa a que ele se propõe. Tratando-se de um ''historiador'' de seu respectivo século, muitos diriam que sua contribuição para a historiografia não é somente desculpável, como também necessária para uma melhor ''compreensão'' do contexto histórico. Dentro de meu conceito (julguem-no ao inferno se assim o desejarem) Michelet é somente uma representação defasada de uma caricatura pró-jacobina, não sabendo nem ao menos sê-lo com seriedade, quando suas divagações fogem para o lado pessoal. Sua dialética é relevante em pontos muito específicos, mas não como um todo. Para entusiastas da frança do século XVIII que tenham o desejo de compreender melhor a mentalidade predominante na época, a leitura é válida, mas é claro que com ela o bom senso deve ser muito bem dosado.

