História: Novos problemas -

    Jacques Le Goff, Pierre Nora

    Francisco Alves
    1988
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro

    Esta obra pretende ser mais do que um balanço ou um simples panorama. É um diagnóstico da situação da história, tal como é praticada, ao menos na França, por historiadores egressos de múltiplos horizontes e pertencentes a gerações diferentes, mas que partilham - sem caráter de escola - um mesmo espírito de pesquisa. É também um ponto de partida para novas trilhas de exploração histórica. A história, de fato, como outras ciências, vem sofrendo uma profunda mutação nos últimos anos. Assim como se fala de uma linguística ou de uma matemática "moderna", existem também uma história "nova". É esta que se pretende apresentar e encorajar aqui. Novos problemas colocam em questão a própria história. Novas abordagens enriquecem e modificam os setores tradicionais da história. Novos objetos, enfim, se estabelecem no campo epistemológico da história. A cada um desses aspectos é consagrado um volume, integrando uma série de três, indispensável a quantos se interessem pelas Ciências Sociais.

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    Joachin Azevedo picture
    Joachin Azevedo02/12/2012Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Em dos principais ensaios dessa obra, o historiador francês Georges Duby reitera que trazer novos problemas para a escrita da história é deveras complicado, pois existe uma dificuldade a respeito da organização e recolhimento de fontes, como os testemunhos ligados aos populares, por exemplo. Nesse sentido, os documentos oficiais, para Duby, são meios de acesso apenas às ideologias das classes ligadas aos círculos de poder. Uma exigência nada fácil para o trato com essas fontes seria um certo distanciamento, no qual o historiador tentasse, na medida do possível, ao investigar as fontes de teor ideológico, “liberar-se (...), das pressões ideológicas das quais ele próprio é prisioneiro” (DUBY, 1988, p. 136). Mesmo assim, creio que há nas considerações de Duby, sobre a unilateralidade dos documentos ligados ao pensamento dirigente, um certo desdém sobre a força subreptícia da ideologia popular, pois é possível ler o documento contra as intenções de quem o elaborou.

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