A autogestão é a essência do modo de produção comunista. As relações de produção comunistas, igualitárias, só podem existir com base na autogestão do processo de produção e distribuição e sua generalização da autogestão para o conjunto das relações sociais, abolindo o Estado, o capital, o mercado, a divisão social do trabalho. A autogestão social generalizada significa uma passagem do feudalismo, pois significa a passagem de uma sociedade de classes para uma sociedade sem classes. O Manifesto Autogestionário é um grito de guerra em defesa desta transformação, e, como todo manifesto, é uma arma de luta que não pode poupar nada. Daí a crítica da sociedade burguesa, do capital, do Estado, da burocracia, do pseudomarxismo e diversas tendências políticas existentes. Além da negação, há também a afirmação, de novas relações sociais, fundadas na autogestão social. E a autogestão só pode ocorrer através da autogestão das lutas operárias pelo proletariado. Através da burocracia, da alienação, da escravidão, só se reproduz a burocracia, a alienação e a escravidão. Somente através da autogestão das lutas sociais se pode chegar à autogestão social. O livro é dividido em 5 seções: 1. A Burguesia e o Proletariado: A Dinâmica da Luta entre Trabalho Morto e Trabalho Vivo; 2. A Autogestão das Lutas Operárias; 3. As Tarefas dos Militantes Autogestionários - Estratégia Revolucionária; 4. Posição Diante das Demais Tendências Oposicionistas; 5. A Sociedade Autogerida.
