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    Ressurreição -

    Machado de Assis

    L&PM Pocket
    2011
    175 páginas
    5h 50m
    ISBN-13: 9788525409461
    Português Brasileiro
    3.9
    5 avaliações
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    Favoritos0Desejados4Avaliaram5

    Machado de Assis (1839-1908) elevou a literatura brasileira ao nível das melhores do mundo, consagrando-se como um dos maiores nomes da cultura do país. Sua obra reflete a sociedade burguesa do final do século XIX, um Rio de Janeiro provinciano submetido às novidades de Portugal e da Europa. Universal, a prosa de Machado juntou o estilo impecável e a ironia à crítica mordaz e ao humor. Ele construiu personagens imortais como Capitu e Bentinho em Dom Casmurro, entre outros, e escreveu alguns dos maiores livros da nossa literatura. Ressurreição é o seu romance de estréia e nele destaca-se o caráter romântico da trama, repleta de encontros e desencontros, sorrisos e lágrimas, num vai-e-vem de paixões que deixa o leitor em permanente expectativa. Uma obra peculiar que, embora não tenha o caráter realista da grande obra machadiana, tem o talento da narração, e o estilo que explodiria mais tarde em Dom Casmurro, Memórias Póstumas de Brás Cubas e Quincas Borba.

    Resenhas (1)Ver mais
    Iasmim Almeida picture
    Iasmim Almeida07/12/2020Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Dúvidas póstumas.

    É inegável que Machado de Assis é um dos maiores romancista e escritores da literatura brasileira. Sua obra Ressurreição é uma obra singular, repleta de simbolismo e referências literárias, de William Shakespeare à Bíblia Sagrada, Machado expõe o cerne de sua obra: o ciúme; em todas as suas múltiplas facetas e consequências. O ciúme é um tema bastante recorrente em sua obra, assim como, o autor é refletido em sua obra e seus personagens. Alusões históricas e literárias acerca do seu personagem principal; o ciúme; espelha e norteia a história de Félix e Lívia. Este, um médico respeitado, maduro em sua idade, mais imaturo e volúvel nas questões do coração. Félix é tão instável quanto a brisa no verão, assim como Otelo, seus sentimentos não tem profundidade e são guiados por todos os ventos de toda e qualquer direção. Félix é extremamente irracional e seu suposto amor é abusivo, e duvidoso. É dotado de fraqueza de caráter sem igual, como o Mouro, lança sobre sua "amada" todas as suas inseguranças e falhas morais. A verdade é que ele é incapaz de amar verdadeiramente, e a pobre Lívia, uma viúva apaixonada e crente no amor, ingenuamente, transfere a pureza do seu sentimento a um coração gélido, incapaz de fazer brotar qualquer ramo de amor sincero. O amor da viúva e sua fidelidade são postos a prova desde o início até o final do livro, de forma injusta, abusiva, e humilhante. Por amor, estes pecados são perdoados, até que de tanto ser submetida ao julgamento arbitrário de Félix e ser levada quase que à ruína por suas dúvidas e acusações, Lívia, põe um ponto final a este relacionamento abusivo e liberta seu coração do cárcere. O final infeliz de Félix com todas as suas dúvidas póstumas e sua incapacidade de amar e permitir-se ser amado, foi o amargor esperado para quem causou sofrimento em demasia ao objetivo de seu suposto amor. Embora, Félix nunca a tenha amado. Viver sem amor, parece-me um fim aceitável para ele. A reclusão de Lívia, denotou o fim de todo e qualquer relacionamento romântico para a viúva, mas a todo seu amor, dedicou exclusivamente ao seu filho, que incondicionalmente a amou na mesma proporção. É uma leitura excelente.

    4 curtidas

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    3.9 / 5
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    Joaquim Maria Machado de Assis profile picture

    Joaquim Maria Machado de Assis

    Joaquim Maria Machado de Assis, jornalista, contista, cronista, romancista, poeta e teatrólogo, nasceu no Rio de Janeiro, RJ, em 21 de junho de 1839, e faleceu também no Rio de Janeiro, em 29 de setembro de 1908. É o fundador da Cadeira nº. 23 da Academia Brasileira de Letras. Velho amigo e admirador de José de Alencar, que morrera cerca de vinte anos antes da fundação da ABL, era natural que Machado escolhesse o nome do autor de O Guarani para seu patrono. Ocupou por mais de dez anos a presidência da Academia, que passou a ser chamada também de Casa de Machado de Assis. Filho do operário Francisco José de Assis e de Maria Leopoldina Machado de Assis, perdeu a mãe muito cedo, pouco mais se conhecendo de sua infância e início da adolescência.

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    Rio de Janeiro, Brasil

    Joaquim Maria Machado de Assis