Pensamentos (1670) Editados depois da morte de Pascal, os Pensamentos revelam as ideias da fase final do filósofo. Trata-se de um Pascal que, após a condenação do jansenismo pelo Papa Alexandre VI, troca a militância religiosa e a apologética pelo recolhimento. Um Pascal marcado pela consciência trágica da vida e da condição humana, apavorada diante "dos silêncios eternos dos espaços infinitos". Um Pascal que medita sobre a miséria e a grandeza do homem - "um caniço, mas um caniço pensante" - e que vê na fé, entendida embora como aposta e risco, uma conquista salvadora do coração, não da razão. Um Pascal que encontra em toda parte a sombra do paradoxo, a tensão entre o tudo e o nada.



