"A Felicidade é uma arma quente" compõe-se de sete pequenas narrativas, de temas que vão da crueldade ao desespero, à barbárie de um mundo que o autor tão bem conhece. Escritos em ritmo e velocidade que lembram os documentaristas que aparecem no Youtube, esses contos, ou curta-metragens, estão aí para incomodarem as elites. A nova classe média emergente encontra-se bem representada na pessoa de Thiago (Gonzaga). Contistas experientes e atentos como Manoel Onofre Jr. e Francisco Sobreira (que prefacia a obra) foram os primeiros a vislumbrar os rastros dessa fera nova. O escritor, diferentemente da tática dos Blacks Blocs, mostra a sua cara. E a arma letal que usa é a velha literatura. A capa e as ilustrações ficam por conta da artista visual Samira Sallyane. COMENTÁRIO DE JARBAS MARTINS, POETA.