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    D. Sebastião e o Vidente -

    Deana Barroqueiro

    Porto Editora
    2008
    640 páginas
    21h 20m
    ISBN-13: 9789720041395
    Português
    3.1
    5 avaliações
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    As vidas de el-rei D. Sebastião e Miguel Leitão de Andrada entrelaçam-se desde o nascimento até ao desastre de Alcácer-Quibir. O rei-menino, corajoso mas ingénuo, e o leal fidalgote de Pedrógão Grande, reconhecido na região como vidente e protegido de Nossa Senhora da Luz, veem-se implicados numa secreta e perigosa intriga de espionagem, com contornos sexuais. O rei mais desejado de toda a nossa história é, apesar de todas as esperanças da nação, um órfão falto de afetos, criado e educado por velhos, como a avó sedenta de poder e o tio cardeal, ambicioso e fraco. Caprichoso e insolente, D. Sebastião cresce atormentado pelos seus traumas e complexos de adolescente, sublimados nos sonhos de glória de mancebo visionário, senhor de um poder absoluto que o arrasta ao desastre, profetizado pelas dolorosas visões de Miguel Leitão de Andrada. Este romance fascinante foi construído a partir de uma rigorosa investigação de fontes históricas documentais - portuguesas, espanholas, italianas, francesas e holandesas - e condimentado pela exuberante imaginação de Deana Barroqueiro.

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    Resenhas (1)Ver mais
    Inês Montenegro picture
    Inês Montenegro06/02/2016Resenhou um livro
    3 (Bom)

    Dividida em quatro partes – cada qual com um poema de Pessoa – e avançando com capítulos curtos, a obra inicia a sua narração aquando o nascimento de D. Sebastião, momento pressentido por Miguel, o Vidente, e desenvolve-se até aos momentos finais da batalha de Alcácer Quibir. Ainda que usando estas duas personagens, as suas vidas privadas, momentos do dia-a-dia, desejos, birras, esperanças e acontecimentos cruzados, como âncoras para o enredo, este não deixa de abordar uma grande variedade de factores caracterizadores daquela época e reinado, sejam os meandros políticos, as dificuldades económicas, as teias conspirativas, o cortejo de donzelas e a literatura – representada em Camões – entre outros. Opinião completa em:

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