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    O Defunto (Projecto Adamastor - Clássicos) -

    Eça de Queiroz

    Projecto Adamastor
    2013
    42 páginas
    1h 24m
    ISBN-13: 9789898698094
    Português
    4
    56 avaliações
    Leram84Lendo1Querem20Relendo0Abandonos0Resenhas6
    Favoritos2Desejados20Avaliaram56

    Ela ficara sobre o escabelo, as mãos cansadas e caídas no regaço, num infinito espanto, o olhar perdido na escuridão da noite silente. Menos escura lhe parecia a morte que essa escura aventura em que se sentia envolvida e levada! Quem era esse D. Rui de Cardenas, de quem nunca ouvira falar, que nunca atravessara a sua vida, tão quieta, tão pouco povoada de memórias e de homens? E ele decerto a conhecia, a encontrara, a seguira, ao menos com os olhos, pois que era coisa natural e bem ligada receber dela carta de tanta paixão e promessa… Assim, um homem, e moço decerto bem nascido, talvez gentil, penetrava no seu destino bruscamente, trazido pela mão de seu marido? Tão intimamente mesmo se entranhara esse homem na sua vida, sem que ela se apercebesse, que já para ele se abria de noite a porta do seu jardim, e contra a sua janela, para ele subir, se arrumava de noite uma escada!… E era seu marido que muito secretamente escancarava a porta, e muito secretamente levantava a escada… Para quê?… Título: O Defunto Autor: Eça de Queirós Data Original de Publicação: 1902 Data Publicação eBook: 2013 Capa: Ana Ferreira Imagem de Capa: Fair Rosamund, de John William Waterhouse Revisão: Silvana Martins ISBN: 978-989-8698-09-4

    Edições (1)

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    Resenhas (6)Ver mais
    mary maracaju picture
    mary maracaju30/06/2023Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    Sempre quis ler Eça de Queiroz e esse foi um ótimo primeiro contato. Uma narrativa bem gótica e rápida de ler.

    9 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 56
    • 5 estrelas30%
    • 4 estrelas38%
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    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas4%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz