O estalido de uma porta de carro. O sol que ofusca olhos de Manou. O carro desaparece. É a mãe que foge, abandonando sua filha, menina de oito anos que deixa de existir para SER. "Mamãe", a mãe desaparecida, torna-se a bruxa "Carabossa" e, aos catorze anos, Manou, a filha abandonada, passa a integrar o batalhão da infância sofredora, condenada pela carência de atenção, de ternura, de amor. A caminho do abismo, umas mãos se estendem, provisórias. Nenhum "lar" onde Manou possa criar raízes. Manou-peteca se revolta. Nela cresce o rancor amargo contra essa Carabossa que roubou sua primavera. Até mesmo, porque continua sentindo a falta de uma verdadeira mãe. "Se você me tivesse aceitado, por pouco que fosse, a gente teria podido se ajudar para esquecer os nossos primeiros dias". Agnes Laury, vulgo Manou, sofre sua adolescência no purgatório das almas rebeldes, dialogando unicamente com "seu duplo" a quem chama ora seu "outro eu", ora "maninha", "irmã de leite", a "outra". Este livro é seguido por: Mãe desnaturada e Grito do corpo, da mesma autora.
Erva Daninha 1 -
Agnes Laury
Paulinas
1986
159 páginas
5h 18m
ISBN-10: 8505004876
Português Brasileiro
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