Criativo e Produtivo - As 5 regras da inovação empresarial que geram resultados imediatos

    Josh Linkner

    Novo Conceito
    2014
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788581632636
    Português Brasileiro

    Ser criativo tornou-se essencial no mundo globalizado. A maior parte dos executivos sente-se pressionada a produzir mais – e de maneira mais inventiva – para garantir a competitividade. Ser criativo e exercitar a criatividade no processo produtivo nem sempre foi fácil... Pelo menos até agora. Em CRIATIVO E PRODUTIVO, o executivo e músico de jazz Josh Linkner ensina que é possível manter-se na frente: • explorando o poder da inventividade; • capacitando seus funcionários para que desenvolvam “;músculos criativos”;; • criando novas – e lucrativas! – ideias.

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    Cristian Marques28/06/2019Resenhou um livro
    2 (Razoável)

    Nada criativo

    Achei fraco. Começo dizendo isso de maneira não passional, mas para o leitor saber minha conclusão já de início. Mas por que avalio assim? Bom, para começar, o autor quer nos entregar uma solução pra um problema que ele não avalia criticamente. Aceitar um problema como algo natural e dado, sem questionar as condições de por que ele surgiu, é cair na armadilha de aceitar a direção imposta pelo problema de quais respostas são válidas. Estou sendo sucinto nessa questão epistemológica, pois aqui não é espaço para discutir esse aspecto. Entretanto, podemos dizer que essa falta de criticismo do autor cria uma cegueira para ele no que tange à solução que apresenta (teria faltado a ele criatividade aqui?). No caso, o problema destacado pelo autor é que estamos em um momento muito competitivo no mercado e com altas pressões para produzir mais e mais. Para vencer a concorrência, não basta as estratégias tradicionais da gestão e do marketing: é preciso inovar para manter-se competitivo. Bom, essa perspectiva não é criativa (para fazer um trocadilho irônico aqui), pois é quase um "mantra" hoje no âmbito da administração e áreas correlatas o termo "inovação". Há um vício de que as soluções de gestão e mercadologicas são essencialmente resolvidas pela inovação. Não obstante, as estratégias continuam sendo essencialmente as mesmas, porém com nomes sempre novos e chamativos, com acrônimos perspicazes, soluções "revolucionárias" e termos que remetem à disrupção. Contudo, parece que enquanto solução, é mais do mesmo, sendo que a ideia de inovação, destruição criativa e toda essa panóplia de termos relacionados é que são, eles mesmo, o novo produto vendido no mercado do consumo de técnicas e fórmulas empreendedoras. Bom, mas qual a solução do autor ao problema que ele não refletiu adequadamente? A solução dele é desenvolva sua criatividade para poder responder a essas pressões e produzir mais e melhor. Para ser mais competitivo, pois vence quem tem mais fôlego (e todas aquelas metáforas do mundo esportivo, como a corrida - que por sinal não são nada criativas visto que já têm pelo menos 30 anos). Este livro pretende ser uma espécie de fórmula para desenvolver isso, mas cai nos chavões de como ser mais criativo. A receita dada por ele é, novamente, uma embalagem nova para velhas ideias de gestão. Cinco passos, que basicamente justifica pela sua experiência como músico, que pretensamente te conduziria quase que infalivelmente à criatividade e seria mais competitivo. Interessante é que faz vinte anos que acompanho esse tipo de literatura e essas soluções tornam-se "obsoletas" porque não funcionam... até um novo "guru" lançar uma nova embalagem, misturar um pedaço de uma técnica alí com outra aqui, por um nome interessante (publicitariamente cativante) e pronto: novo produto para administradores e pessoas que querem resolver rapidamente sua vida em termos de produção e mercado. As questões de por que temos um mercado que demanda assim do ser humano, com altas pressões e tara pela inovação constante, não é posta em causa e, por isso, o autor não consegue perceber que sua proposta de "ser mais criativo" não resolve a questão; mas, pelo contrário, torna ela mais acirrada. Não à toa, estamos atualmente vivendo uma civilização exausta, esgotada pelo trabalho. Mais longe ainda, passa a questão de se realmente é possível tornar-se mais criativo via consumo de formulas e receitas prontas (não seria contraditório isso? O autor também deixou essa passar). Enfim, mais do mesmo dessa literatura com ar "clean" e "revolucionária" com vocabulário da administração que pretende fornecer uma solução pra gestores e pessoas comuns (afinal é "indicado pra quem tem metas a cumprir, sejam quais forem") serem mais "criativas" quando o que avalio é que as torna menos criativas e, pior ainda, encobre o real problema que vivemos no âmbito empresarial e do trabalho. Como consequência, mais um livro que "ajuda" as pessoas a se conformarem com as demandas de consumo e produção via um discurso que, em última instância, ainda põe toda responsabilidade no indivíduo caso ele fracasse. Lastimável.

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