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    A Questão Democrática -

    Antonio Paim

    Edições Humanidades
    2010
    167 páginas
    5h 34m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    A questão democrática envolve muitos aspectos, conforme procuramos demonstrar no primeiro dos ensaios aqui reunidos. Nesse texto, também estão referidas as singularidades brasileiras. Participamos daquilo que - no livro tornado clássico The third wave: democratizationin the late twentieth century (1991) - Samuel Huntington (1927/2008) denominou de “primeira onda democrática”, ocorrida no século dezenove, isto é, a primeira fase de disseminação do modelo de governo representativo, até a centúria anterior circunscrito à Inglaterra. A partir daí, isto é, coincidindo com a implantação da República, temos nos limitado a seguir a onda. Acompanhamos o refluxo que se seguiu à mencionada fase, pegamos carona na segunda onda (início do pós Segunda Guerra) e logo acompanhamos o novo refluxo geral para, enfim, participarmos do que batizou de “terceira onda”, subseqüente ao fim do salazarismo e do franquismo, na Europa. Temos nos mantido nessa situação, enquanto a maioria dos países latino-americanos, como nos refluxos precedentes, segue a praxe, isto é, planta exótica em seu meio, o regime democrático acaba sendo abandonado. Contudo, embora continuemos desfrutando das liberdades essenciais, típicas do regime democrático, enfrentamos descrédito da classe política, dos partidos e do Parlamento de inusitada intensidade.

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    Antonio Paim profile picture

    Antonio Paim

    Nasceu no Estado da Bahia em 1927. Na década de 50, concluiu os cursos de filosofia na Universidade Lomonosov, em Moscou, e na Universidade do Brasil, Rio de Janeiro. Iniciou, nos anos 60, carreira universitária nessa última cidade, tendo sido sucessivamente professor auxiliar (UFRJ), adjunto (PUC-RJ), titular e livre docente (Universidade Gama Filho), aposentando-se em 1989. Na PUC-RJ organizou e coordenou o curso de Mestrado em Pensamento Brasileiro. Na Universidade Gama Filho, juntamente com o professor português Eduardo Soveral, implantou o Curso de Doutorado em Pensamento Luso Brasileiro. Presentemente desenvolve atividades de pesquisa em universidades, no Brasil e em Portugal. Pertence às seguintes entidades: Instituto Brasileiro de Filosofia (IBF), Academia Brasileira de Filosofia, Pen Clube do Brasil, Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, Academia das Ciências de Lisboa e Instituto de Filosofia Luso-Brasileira, sediado em Lisboa. No IBF, fundado pelo prof. Miguel Reale (1910/2006), tem desenvolvido amplo trabalho de pesquisa e reedição de textos na área de filosofia brasileira. Sua obra pode ser classificada como segue: FILOSOFIA GERAL, em que publicou Problemática do culturalismo (2ª ed., 1995), Modelos éticos (1992); Fundamentos da moral moderna (1994); Tratado de ética (2003) e concluiu Balanço do marxismo e descendência, a ser editado em Portugal; FILOSOFIA BRASILEIRA, na qual o livro melhor sucedido é História das idéias filosóficas no Brasil (5ª edição, 1997), acrescido de sete volumes de estudos complementares; FILOSOFIA POLÍTICA, em que se destacam O liberalismo contemporâneo (1995; 2ª ed., 2000); História do liberalismo brasileiro (1998) e A querela do estatismo (2ª ed., 1994), em que procede ao balanço da aplicação da categoria de Estado Patrimonial à realidade brasileira. No âmbito da FILOSOFIA DA EDUCAÇÃO, tem publicado material didático relacionado às Humanidades e à educação para a cidadania, em colaboração com Leonardo Prota e Ricardo Vélez Rodriguez. Após pesquisar o tema da moral em nosso país, decidiu-se por publicar Momentos decisivos da história do Brasil e um pequeno resumo de suas principais conclusões intitulado O relativo atraso brasileiro e sua difícil superação, ambos em 2000.

    19 Livros
    11 Seguidores
    Bahia, Brasil

    Antonio Paim