Os oceanos têm ouvidos
🌊 A vida interna é baseada na impessoalidade. Os intercâmbios entre universos deveria ser natural. Há passagens para o interior da Terra nos pólos geográficos. O homem conhece muito pouco do planeta em que vive, seja das suas camadas interiores, seja das profundezas dos mares, seja do relacionamento entre os mundos que o compõem. Relatos de experiências surpreendentes, de contatos com animais fantásticos e de desaparecimentos inexplicáveis são abundantes; no entanto, em geral falta disposição, por parte de muitos, para aceitar fatos impalpáveis, ainda que sejam tão ou mais reais que os detectados pelos sentidos externos. A vida sutil dos oceanos mantém de modo oculto alguns poderes eletromagnéticos como: transladar-se a outras dimensões, anular a gravidade, modificar a estrutura das formas manifestadas, configurar o solo marinho com suas cordilheiras e fossas, bem como as correntes oceânicas, e deslocar objetos de modo quase instantâneo. O que o homem conhece da energia magnética é ainda muito pouco e superficial. A água é, por excelência, veículo para condução e armazenamento de cargas magnéticas. Não por acaso, a maior parte da rede magnética planetária encontra-se nos mares e oceanos. Essa rede usa o manto líquido para transmutação das forças densas presentes na aura da Terra e colabora profundamente no equilíbrio do planeta. Nesse processo, absorve, transforma e eleva os resquícios da evolução animal que a humanidade ainda carrega. Os centros intraoceânicos, além de trabalharem com o elemento líquido, abrigam civilizações e humanidades, deste e de outros planetas, assim como ocorre com os centros intra-terrenos. É bom lembrar que o elemento água, vinculado à rede magnética planetária, é símbolo de purificação. Sua capacidade de limpar e transformar o mundo material é bastante conhecida. Em etapas pretéritas da Terra, quando forças do plano emocional e do desejo chegaram a estados de desarmonia que puderam em risco a evolução do planeta, o instrumento usado pela lei de purificação foi a água, fazendo submergir grandes extensões de terras e continentes inteiros. As civilizações intra-oceânicas constituem um setor específico do reino humano e, devido ao grau de sutilização e pureza que necessitam manter, seu contato com o homem da superfície dá-se em níveis de consciência muito profundos, processo diferente do que ocorre com os centros intra-terrenos, que se têm revelado mais abertamente. Apesar de os centros intra-oceânicos se manifestarem no plano físico cósmico (há cidades ativas no nível etérico planetário), têm mais vínculos com as energias do plano astral cósmico. Os centros intraoceânicos trabalham, sobretudo, com a energia devida, equilibram o relacionamento entre o universo-matéria e o universo-antimatéria no âmbito da vida planetária e mantêm um estreito relacionamento com a rede magnética. À medida que nos seres humanos da superfície terrestre o relacionamento entre a mônada desperta e seu Regente-Avatar se aprofundar e à medida que houver maior contato entre ela e os princípios, os centros intra-oceânicos se desvelarão. O campo eletromagnético existente no interior e em volta dos seres humanos ainda é, em geral, misterioso para nós. Regula nossa interação com o mundo superior, facilita a comunicação com energias invisíveis e predispõe a mente à percepção de realidades suprafísicas. Um ser que restabelece sua ligação com o mundo interno desperta de maneira espontânea essa qualidades magnéticas, pois elas não decorrem de nossa potencialidade individual, mas da energia que passamos a veicular. Essa energia encontrase disponível para todos, porém taras são as ocasiões em que é trazida com pureza à face da Terra. Na elevação e expansão do nosso magnetismo, recebemos ajudas potentes e elevadas energias que operam na purificação, transmutação, transubstanciação e fluidificação. O magnetismo é imanente ao segundo raio, energia cósmica de amor-sabedoria que é a essência deste sistema solar no seu atual ciclo de manifestação, e é fundamental para o desenvolvimento e realização interna da vida na Terra. As energias interiores bem sabem quem somos. Levam em conta nossas possibilidades e limitações; conduzem-nos com segurança pela senda da união maior, até esta consumar-se num grau suficiente e o conduzido tornar-se condutor. Quando o eu consciente apreende que sua verdadeira tarefa é entregar-se à Lei Criadora e viver, com gratidão e inteireza, o que a vida lhe traz, quando vê os progressos na senda decorrerem desse olvido de si, sua existência se simplifica. As insuficiências da personalidade podem tornar-se então motivo de abertura ao mundo superior: ao reconhecer seus limites, a mente analítica rende-se ao ilimitado que a contém. Devemos entregar a Deus a imagem que fazemos de nós mesmos, a idéia de tudo o que somos. Esta bagagem (conceito de nós mesmos) é muito pesada. Não podemos nos desconsiderar em nome da humildade, nem tampouco devemos nos vangloriar de tudo o que somos. A verdadeira humildade é se reconhecer como igual, unidade conjunta a tudo.

