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    Contos - Eça de Queirós

    Eça de Queiroz

    Martin Claret
    2006
    168 páginas
    5h 36m
    ISBN-10: 8572326510
    Português Brasileiro
    4
    8 avaliações
    Leram13Lendo2Querem5Relendo0Abandonos0Resenhas1
    Favoritos0Desejados5Avaliaram8

    "O conto é uma narrativa pouco extensa, concisa e que contém unidade dramática, concentrando-se a ação em um único ponto de interesse. O conto é um dos gêneros literários mais cultivados pelos escritores. Eça de Queirós foi um artesão exímio, iniciador do Realismo na literatura portuguesa, possuidor de um domínio inigualável da palavra escrita. Além de produzir romances de fascínio permanente, entre eles, algumas obras-primas, foi tambem um mestre da narrativa curta".

    Resenhas (1)Ver mais
    Kamilly Oliveira picture
    Kamilly Oliveira30/12/2025Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Contos

    O autor, grande nome do Realismo português, registra em seus contos as principais marcas de sua escrita: a ironia, a crítica à sociedade, o sarcasmo e a denúncia da hipocrisia da burguesia. As histórias apresentam personagens contraditórios, revelando a complexidade e as fragilidades do ser humano. Apesar da brevidade dos textos, Eça de Queirós não deixa de provocar no leitor reflexões tanto de ordem social quanto filosófica. Para quem busca conhecer o autor, trata-se de uma excelente obra. Como adendo, destaco o conto “O Defunto” como meu preferido, pois ele foge das características do Realismo, aproximando-se do Ultrarromantismo — o que contrasta com o estilo mais comum de Eça de Queirós e torna a leitura ainda mais interessante.

    3 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4 / 8
    • 5 estrelas50%
    • 4 estrelas13%
    • 3 estrelas25%
    • 2 estrelas13%
    • 1 estrelas0%
    José Maria de Eça de Queiroz profile picture

    José Maria de Eça de Queiroz

    José Maria de Eça de Queiroz nasceu em Póvoa do Varzim, norte de Portugal, de pais que não eram casados – só o fariam quatro anos depois. Essa situação, escandalosa para a época, talvez tenha contribuído para a visão profundamente crítica à moral da classe média portuguesa que o escritor imprimiu à sua obra. Eça ingressou aos 16 anos na Universidade de Coimbra, de onde saiu formado em Direito. Nesse período reuniu-se a outros jovens literatos, como Antero de Quental, que formaram o grupo conhecido como a Geração 70. Mudou-se para Lisboa, seguindo uma carreira de jornalista que continuaria em Évora e em sua volta para a capital. Em folhetins e na poesia, havia até então sido um adepto do Romantismo. Contudo, na volta a Lisboa, tomou parte no grupo de intelectuais conhecido como <i>O Cenáculo</i>. Sob a influência do escritor Gustave Flaubert e do teórico anarquista Pierre-Joseph Proudhon, aderiu ao Realismo. Em 1870, publicou, em parceria com Ramalho Ortigão, o romance <i>O mistério da estrada de Sintra</i>. No mesmo ano ingressou na carreira diplomática e, dois anos depois, assumiu o posto de cônsul em Havana – seguida por cidades europeias. Em 1895, sob a influência do Naturalismo, publicou o romance <i>O crime do padre Amaro</i>, que provocou protestos da Igreja e de setores da sociedade. Três anos depois, <i>O primo Basílio</i> teve recepção semelhante, apesar do sucesso de vendas. Em 1888 saiu <i>Os Maias</i>, romance considerado sua obra-prima. Parte da extensa obra do escritor, como o romance <i>A cidade e as serras</i>, veio à luz postumamente. Eça, que deixou quatro filhos, morreu em Paris, de tuberculose.

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    José Maria de Eça de Queiroz