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    Luís de Camões: Obra Completa -

    Luís de Camões

    Nova Aguilar
    2008
    1029 páginas
    1d 10h 18m
    ISBN-13: 9788521000631
    Português Brasileiro
    4.3
    12 avaliações
    Leram45Lendo6Querem47Relendo0Abandonos5Resenhas2
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    Este livro reune a obra de Camoes, apresentando uma biografia do escritor, bibliografia, notas interpretativas, anotacoes e comentarios do texto, dicionario onomastico e alusivo.

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    Carolina11/04/2009Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    De filologia, autoria e falta de piscina em casa

    Épico ou Lírico, Luís de Camões figura entre laureados olímpicos. A seus Lusíadas, entretanto, sobre os quais discutiríamos se tivéssemos álcool suficiente, confesso minha predileção pelo soneto camoniano. Sei da confissão-clichê, já que, difundida à larga, a poética camoniana caiu no gosto de nosso entusiasta apreciador do Forró da Periquita. Este camarada foi justamente interlocutor com o qual conversava a respeito da questão importantíssima que tem, por esses últimos (cinqüenta e quatro mil) dias, tomado tempo duns filólogos cheios de assunto: a autoria contestável da lírica camoniana. Nosso simpático Caolho da Lusitânia, feito Gregório de Mattos, W. Shakespeare, Sócrates e Homero, cheio de engenho e arte, não deixou à posteridade qualquer legado grafado por si. Parece bobeira, e talvez seja: o problema acarretado pela inexistência de manuscritos autógrafos para o estabelecimento editorial da Lírica é o de termos baseado seu cânone sobre coletâneas que, muita vez, atribuem autoria dum poema a diferentes nomes, além do mesmo texto apresentar ampla diferença numa e noutra antologia. Segundo Sheila Hue, doutora nessa área de tamanha envergadura científica, isso acontece porque os cancioneiros foram compostos de formas variadas: eram copiados os poemas que agradavam ao leitor, com ou sem devida autoria; transcritos, como afirma Celso Cunha, de memória, ou eram justapostas todas as versões dum mesmo poema, que agradassem ao copista. O filólogo Leodegário de Azevedo estabeleceu aí o cânone mínimo, conjunto dos 133 poemas indiscutivelmente camonianos. Seu critério é básico. Tome nota: basta duplo testemunho quinhentista incontestável, desde que apoiado em fonte manuscrita. Para o cânone adicional, composto de 113 poemas, o critério é um testemunho manuscrito incontroverso da autoria. Finalmente, para o cânone possível, de 10 poemas, é a possibilidade da autoria à luz da crítica erudita e sua frágil contestação. Alors, voilà: tudo quanto passou pela peneira é obra de Camões. A galera mais descolada da filologia, por outro lado, cunhou o conceito de movência, que estuda a multiplicidade das variantes dum texto em coexistência ou, conforme a douta à qual há referência anterior: “testemunha que o vigor da obra se processa justamente em seus renovados encontros com leitores”. Sobre toda essa riqueza teórica, depreendo duas conclusões: 1) Se Camões tivesse um Macintosh, esse povo praticaria mais atividades lúdicas; 2) Nós também.

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    Luís Vaz de Camões

    Luís Vaz de Camões (Lisboa[?], c. 1524 — Lisboa, 10 de junho de 1580) foi um célebre poeta de Portugal, considerado uma das maiores figuras da literatura em língua portuguesa e um dos grandes poetas do Ocidente. Pouco se sabe com certeza sobre sua vida. Aparentemente nasceu em Lisboa, de família da pequena nobreza. Sobre sua infância tudo é conjetura mas, ainda jovem, terá recebido uma sólida educação nos moldes clássicos, dominando o latim e conhecendo a literatura e história antigas e modernas. Pode ter estudado na Universidade de Coimbra, mas sua passagem pela escola não é documentada. Frequentou a corte de Dom João III, iniciou sua carreira como poeta lírico e se envolveu, como narra a tradição, em amores com damas da nobreza e possivelmente plebeias, além de levar uma vida boêmia e turbulenta. Diz-se que por conta de um amor frustrado se autoexilou na África, alistado como militar, onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal, feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes, combateu bravamente ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. De volta à pátria, publicou Os Lusíadas e recebeu uma pequena pensão do rei Dom Sebastião por seus serviços prestados à Coroa, mas em seus anos finais enfrentou dificuldades para se manter. Logo após a sua morte a sua obra lírica foi reunida na coletânea Rimas, tendo deixado também três obras de teatro cômico. Enquanto viveu queixou-se várias vezes de alegadas injustiças que sofrera, e da escassa atenção que sua obra recebia, mas pouco depois de falecer sua poesia começou a ser reconhecida como valiosa e de alto padrão estético por vários nomes importantes da literatura europeia, ganhando prestígio sempre crescente entre o público e os conhecedores e influenciando gerações de poetas em vários países. Camões foi um renovador da língua portuguesa e fixou-lhe um duradouro cânone; tornou-se um dos mais fortes símbolos de identidade para a sua pátria e é uma referência para toda a comunidade lusófona internacional. Hoje a sua fama está solidamente estabelecida e é considerado como um dos grandes vultos literários da tradição ocidental, sendo traduzido para várias línguas e tornando-se objeto de uma vasta quantidade de estudos críticos.

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    Luís Vaz de Camões