When Mr. Lockwood, the new tenant at Thrushcross Grange, visits his landlord at Wuthering Heights, he is astounded by the unorthodox character of the man and his household. Back at the Grange, he asks his servant, Nelly, about the family. She tells him a strange, multigenerational tale of love, class, jealousy, and revenge. Thirty years earlier, Mr. Earnshaw, master of Wuthering Heights, returned from a trip to Liverpool with an unkempt orphan in tow, announcing to his wife and children that the child was now a member of the family. While young Catherine Earnshaw became close with this boy, Heathcliff, her older brother Hindley sank into bitter resentment of the urchin who had usurped his father’s and his sister’s affections—a feeling that only deepened when his father sent him away to college. As Catherine and Heathcliff grew into young adults, and their affection blossomed into desire, Hindley’s resentment boiled over into hatred, setting the stage for a tragic and twisted drama whose aftermath would shake the foundations of both Wuthering Heights and Thrushcross Grange.
Wuthering Heights -
Emily Brontë
O morro que gela a alma
Finalmente eu li O Morro dos Ventos Uivantes, clássico da literatura mundial e para mim uma total decepção. Ele é muito bem escrito, os personagens são muito bem construídos e isso é evidente em cada página e a Emily Brontë parecia mais uma veterana do que autora de um único livro. Eu digo isso pela crueza, se não crueldade presente em cada página desse romance. Conforme eu lia, eu pensava: como pode duas pessoas que se amam serem tão cruéis assim? Os personagens desse livro são problemáticos ao extremo. Heathcliff é detestável. Tudo bem que ele teve uma infância terrível e foi maltratado, sofreu muito preconceito por conta da cor e de sua origem. Mas ele fez pior com o filho, fez pior com Hareton, fez pior com a Cathy. Foi maldoso até com a Nelly. E maltratava animais. Ele realmente era apaixonado pela Catherine, dava para sentir em cada palavra, em cada gesto. Mas era tudo meio doentio. Possessivo. Não é normal. Me desculpem quem acredita que isso seja lindo, porque na minha visão não é. Catherine era outra pessoinha doentia. Acho que os dois se amavam tanto e não ficaram juntos por serem tão iguais. Ela era interesseira e só se casou com o Edgar pelo dinheiro e status. Pelo menos para mim. Gostava da sua sinceridade, mas os momentos em que ela dava uma de louca, gritando e sabendo que assim iria conseguir o que queria me irritavam ao extremo. Edgar foi meio bocó no início e só mais para o meio do livro foi que eu passei realmente a gostar dele. Já a sua irmã Isabella eu tive raiva no começo, foi ingênua será? e dó depois. E eis que ela (Isabella) dá à luz a Linton, menino insuportável, manipulador, fraco, insensível etc. etc. etc. Ele me irritava com aqueles joguinhos psicológicos que ele fazia com a Cathy. Ele tinha medo do Heathcliff, ok eu também teria, mesmo assim eu não conseguia entender como ele podia ser tão passivo e melindroso em algumas horas e ser tão manipulador em outras. E a Cathy foi tão ingênua acreditando nele, nas manipulações que ele fazia que me irritava também. Tinha vontade de entrar no livro e falar queridinha acorde, ele está usando você apenas. Para mim os únicos personagens que se salvam é a Nelly. e Mr. Lokwood. Ela foi uma incrível narradora e sensata na maioria das vezes e ele, apesar de curioso foi inteligente em ir embora daquele lugar tenebroso. Realmente gosto e opinião cada um tem a sua, porque tem muita gente que ama esse livro e o acha lindo, maravilhoso e outra parte que detesta. Eu faço parte do time que detesta. Nunca vou rele-lo. Para mim existem clássicos melhores, onde as pessoas não são tão cruéis umas com as outras. Então se você tem a ilusão que o livro é uma história de amor de aquecer o coração não leia. Agora se você já tem uma ideia da complexidade da trama, aproveite. PS.: Mas eu tenho que frisar que essa autora conseguiu a façanha de tantos anos depois ainda inflamar tantas emoções nas pessoas que leem, criou personagens que poderiam ser estudados e que atravessam gerações. E que pelo fato de ser mulher e ter escrito isso tantos anos atrás, tendo que usar pseudônimo masculino, ela tem que ser aplaudida de pé.
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