Quando heróis morrem
O chileno Luís Sepúlveda, militante político, jornalista e escritor nas horas vagas, era amigo de Chico Mendes. Aquele, o brasileiro que morava na amazônia. Os dois se conheceram quando Sepúlveda estava trabalhando em uma pesquisa sobre o impacto da colonização sobre os índios Shuar, no Equador. Bons amigos. Chico Mendes estava mais preocupado com a flora e a fauna da amazônia. Queria que os animais fossem deixados em paz e desejava que a vegetação virgem continuasse assim. Porém não era tão fácil deixar a natureza em paz e ele precisava lutar para mantê-la intocada, pois madeireiros estavam estuprando a mata virgem, um campo de futebol por dia. Ele também queria proteger os seringueiros, que são pessoas que se contentam em raspar cascas de árvores até elas sangrarem uma seiva branca que mais tarde vai ser tornar borracha. A árvore não precisa ser derrubada, nem cortada ao meio, nem morre durante o processo. Anos depois ela pode ser reutilizada para o mesmo fim e os seringueiros se contentam com os poucos reais que esse trabalho insano e totalmente necessário para nossa vidas lhes são pagos. Caras legais, os seringueiros. Sabem usar a natureza sem destruí-la. Contudo tem os madeireiros. Os que se dão ao trabalho de ir até o meio do mato atrás de pau. Esses caras tem a faca e o queijo na mão. Mais, no blog ↓↓↓↓
