Olha pra essa capa e esse titulo, e me diz se você não associou esse livro ao clássico “As Mil e Uma Noites”? Eu jurava que era uma releitura, uma obra com contos árabes, mas, para minha decepção, não é nada disso.
Sempre penso que um bom conto é aquele que conta uma historia e/ou nos faz refletir sobre algo. Se eu escrever “hoje o gato acordou cedo e usou a caixa de areia”, o que isso quer dizer? O que isso acrescenta a vida do leitor? E logo no inicio desse livro eu me deparei com “Cuidado com o gato. Quando alguém puser água para o gato beber, é bom lavar as mãos. O João, um amigo meu, possuía uma mancha no braço – não teria ele pegado aquela mancha do seu gato? Cuidado com papagaio, com cavalo, com tudo. Quando alguém for andar a pé, é bom olhar para o chão, pode ter uma lacraia ou um escorpião. Nunca se deve beber água turva, pode ter micróbio. A clara – a água clara também – cuidado também com ela”. E isso é tudo. Um conto.
São poucos os contos com algo que remeta a cultura árabe. Pouquíssimos. E mesmo esses não são interessantes.
Resenha completa no blog Bala de Limão