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    Poesia e Crise - Ensaios sobre a “crise da poesia” como topos da modernidade

    Marcos Siscar

    Unicamp
    2010
    306 páginas
    10h 12m
    ISBN-13: 9788526809123
    Português Brasileiro
    4.5
    4 avaliações
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    Neste livro, o leitor habituado a identificar a trajetória da moderna poesia com a contínua e infindável história de seu declínio poderá entender um pouco melhor a particularidade do tema e da estrutura da “crise”. Reivindicada em tom desiludido ou reciclada como estratégia de entusiasmo renovador, a crise é um dos elementos fundantes da experiência moderna. A despeito do atalho crítico que pretende denunciar como “contradição” o paradoxo formalizado pelo poema, interessa ao autor reconhecer que o topos da crise comporta um modo de entendimento do real que toma forma historicamente singular dentro do discurso poético e que tem um papel, por assim dizer, fundador. Profanadora e “sacrificial”, distante do lugar-comum nefelibata a que é submetida por alguns discursos das ciências humanas, a poesia nomeia o desajuste sem fugir de suas contradições, ao contrário, fazendo dessas contradições ao mesmo tempo o elemento no qual se realiza e no qual naufraga tal nomeação. Se há um heroísmo moderno, este não é meramente nostálgico, ou messiânico, tampouco simplesmente programático, dialético ou experimental.

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    Marcos Siscar

    Marcos Siscar nasceu em Borborema, interior de São Paulo, em 1964. Estudou literatura na Unicamp e na Universidade de Paris VIII, onde doutorou-se em literatura francesa. Seus primeiros poemas datam do início da década de 90 e viriam a formar o livro Terra Inculta, publicado apenas uma década mais tarde. Marcos Siscar é uma das personalidades mais discretas da poesia brasileira contemporânea. Começaria a publicar seus poemas apenas no fim da década/século, quando a revista Inimigo Rumor recolheu alguns de seus textos. Em 1999, a primeira surpresa, para quem acreditava que a década de 90 estava “catalogada”, viria com seu livro Não se diz, que começaria a revelar a um público mais amplo este que se tornou um dos poetas mais consistentes a surgirem no período, na opinião dos quatro editores da Modo de Usar & Co. e de muitos outros. No entanto, o alcance de seu trabalho só poderia ser sentido com mais clareza em 2003, quando é lançado o volume Metade da arte, reunindo todos os seus livros, como seu primeiro e inédito Terra Inculta, escrito entre 1990 e 1994, a coletânea Não se diz (já traduzida para o espanhol por Aníbal Cristobo e publicada na Argentina como No se dice), o pequeno livro Tome seu café e saia (2002) e o inédito Metade da arte. Desde então, surgiu O Roubo do Silêncio (2006), traduzido na França como Le Rapt du Silence (2007). Traduziu Jacques Roubaud, Michel Deguy e Tristan Corbière, entre outros. Marcos Siscar vive hoje em São José do Rio Preto. [revistamododeusar]

    14 Livros
    1 Seguidor
    São Paulo, Brasil

    Marcos Siscar