Tessa has just a few months to live. Fighting back against hospital visits, endless drugs with excruciating side-effects, Tessa compiles a list. It's her To Do Before I Die list. And number one is sex. Released from the constraints of 'normal' life, Tessa tastes new experiences to make her feel alive while her failing body struggles to keep up.
Before I Die -
Jenny Downham
Edições (1)
Ver maisA garota tem câncer e vai morrer em poucos meses e por isso faz uma lista com o que ela quer fazer antes de morrer - isso inclui um garoto. Clichê, e eu não tenho NADA contra clichês se bem usados. E dessa fez foi mal usado. E eu juro que tentei gostar. Vamos começar pelas personagens. A protagonista Tessa é insuportável! Foi preciso usar todo o meu estoque de empatia pra conseguir tentar entender 1/10 do comportamento dela. Por que ela é tão grossa com o pai? Por que ela faz tantos comentários infelizes pra equipe médica? Por que ela acha que o mundo precisa girar em torno dela? Só por que ela vai morrer logo? Não faz sentido. Alguns ataques dela eu consegui compreender, mas ela é egoísta demais, é "Foda-se se meus pais ficarão preocupados comigo, vou fazer o que eu quiser porque eu estou morrendo e tenho o direito de deixar as pessoas loucas". Eu queria conseguir tê-la matado antes do câncer. E então temos a bff da Tessa, Zoey que é uma amigona né? Nossa, que amiga! E sinceramente não me comoveu o destino que a autora deu pra ela. E aí vem o Adam - a.k.a. pau mandado. Se a Tessa pedisse pra ele se atirar de um precipício ele faria. No início do livro a Tessa diz que gostaria de ter um namorado no armário pra que ela pudesse ter acesso a hora que quisesse e o Adam é EXATAMENTE isso. E pra piorar a criatura é o menino mais sem sal do planeta. E o romance dos dois é forçado, comoção zero. A história em si não teve grandes atrativos pra mim, nenhum acontecimento me despertou interesse e acho que teria sido melhor um livro mais curto pra contar tudo. É basicamente a Tessa tentando fazer todas as coisas da lista não se preocupando com as outras pessoas. Em uma passagem ela quer porque quer - e parece infantil mesmo - que o Adam vá morar no quarto dela. Quando ele alega que isso ele não pode fazer por ela porque a mãe precisa dele, ela já dispara a falar que odeia a mulher. E mais a frente já diz que sente amor ao vê-la. Quer dizer que quando a pessoa a trata bem é amor, mas quando atrapalha seus planos egocêntricos é ódio? Maturidade mandou lembranças. Mas minha relação com o livro não foi só baseada no ódio. Eu simplesmente AMEI a narração e a separação de capítulos. E a parte final? Genial! Foi muito bonita. Se o livro fosse 1/3 do que o desfecho é eu não o consideraria a perda de tempo que foi.
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