Aqui acompanhamos a história de Edgar Freemantle, um trabalhador de canteiro de obras de Minnesota que um dia decide pedir demissão e fundar sua própria companhia. Consequentemente, torna-se um empreiteiro de sucesso multimilionário e passa a levar uma vida confortável com sua esposa Pam e suas duas filhas Ilse e Melinda. Com Isle realizando um intercâmbio na França e Melinda matriculada na Universidade Brown.
Ao sofrer um acidente quando sua picape colide com um guindaste em um canteiro de obras, Freemantle sobrevive com algumas sequelas, dentre todas a falta de um braço, uma perna defeituosa e intemperança provocada por sua situação. Assim é abandonado por sua esposa e encaminhado a uma casa de repouso onde lhe submetem a inúmeros tratamentos para sua reabilitação. Esses problemas fazem com que Freemantle considere a possibilidade de suicídio, mas é dissuadido a abandonar essa ideia.
Ao dar início a sua aposentadoria involuntária, Freemantle decide mudar-se para a isolada ilha de Duma Key, na Flórida, banhada pelas águas do Golfo do México e aluga o Casarão Rosado, onde Salvador Dalí morou nos anos 1980. Nesse seu novo refúgio, redescobre sua antiga paixão em desenho artístico com a influência da paisagem local e por fim passa a dedicar-se à pintura de quadros. Com o tempo conhece Jerome Wireman, um homem em uma cadeira de rodas que sofre de epilepsia, com quem constrói uma grande amizade.
Com a sua temporada em Duma Key, Freemantle percebe que toda a ilha está envolta em um grande mistério maligno conhecido por Elizabeth Eastlake, proprietária de grande parte das casas da ilha. O mistério reside #. Além disso, os desenhos e pinturas de Freemantle passam a revelar-lhe segredos de pessoas conhecidas e familiares, vindo a interferir em seu destino de alguma forma (curando-os de doenças, gerando acontecimentos em suas vidas). Essas pinturas lhe tornam muito famoso ao organizar uma exposição em uma galeria em Sarasota.
Freemantle descobre que os misteriosos acontecimentos em Duma Key se devem à presença da entidade maligna Perse, bem como o surgimento de um navio fantasma (cuja tripulação são mortos) relacionado à Elizabeth Eastlake e sua família em pinturas realizadas pelo próprio Freemantle, que deverá encontrar uma forma de quebrar uma maldição que paira sobre a ilha juntamente com seu amigo Wireman.
De mais de quarenta livros que li do Stephen King, posso afirmar que esse é um daqueles que o personagem principal e o enredo são desenvolvidos de maneira lenta, mas então somos conduzidos a sentir uma empatia pelo protagonista como ocorre em Novembro de 63, Billy Summers ou até mesmo na trilogia de Bill Hodges. Consequentemente, a premissa geral do livro é interessante, com uma mistura de horror e fantasia: pinturas misteriosas e uma ilha assombrada por uma entidade maligna. Portanto, o livro me agradou como um todo e deixo aqui minha recomendação.