Frank Herbert não vive apenas de Duna
Se você entende a língua inglesa, vale muito a pena investir nessa história. É uma pena que nenhuma editora tenha traduzido "Whipping Star" para o português, pois tenho certeza que faria sucesso. Frank Herbert apresenta um dos melhores conceitos que já vi em ficção científica: o Bureau de Sabotagem (BuSab), uma organização responsável por impedir que os governos da ConSentiency se tornem poderosos demais e caiam na tirania. A história gira em torno de Jorj X. McKie, que é enviado para o planeta Cordiality para investigar a Beachball, uma esfera estranha que foi localizada em uma praia do planeta (daí o nome "Beachball"). Lá dentro, reside o último Caleban, uma espécie alienígena de poder imensurável. A problemática do livro surge quando McKie descobre que a sobrevivência da criatura está ligada às jumpdoors, portais que possibilitam viagens rápidas pelo universo. Caso a criatura morra, as consequências serão catastróficas e irreversíveis. Um grande ponto forte do livro, na minha opinião, é a química entre McKie e Alichino Furuneo, representante do BuSab em Cordiality. A dinâmica entre eles é uma das melhores que eu já vi em ficção científica e me entregou ótimos momentos. O livro, no entanto, me deixou um pouco entediado na metade, o que me fez picotar bastante a leitura. Mas tudo valeu a pena na reta final, que me deixou bem empolgado. "Whipping Star" é uma das melhores obras de Frank Herbert fora do universo de Duna e faz parte de uma saga chamada ConSentiency, composta por 2 contos e 2 livros, sendo esse o penúltimo. Se gostar desse livro, vale a pena checar o restante da saga, mas vale dizer que nenhuma obra foi traduzida para o português, limitando o leitor às publicações originais em inglês.
