Erê é nome de espíritos infantis no candomblé. No Brasil os erês passaram a ter correspondência em Cosme e Damião e foram associados também aos Ibejés, orixás duplos, sendo um masculino e outro feminino. Os erês são vistos como energias de purificação e de limpeza. No livro A Era dos erês: uma Era ao culto da Natureza e dos Orixás, Adriano Bitarães Netto constrói um tempo mítico em que adultos não existiam, apenas crianças viviam e governavam nessa época. A obra faz uma crítica à sociedade dos adultos que se sustenta na desigualdade, no preconceito, na ambição e no desrespeito. Para que o mundo mítico dos erês possa voltar a existir, o ser humano terá que reconhecer e aceitar as inúmeras religiões e crenças que constituem a própria riqueza das culturas. O intuito das obra é de apontar para uma conscientização de caráter histórico e religioso, se propõe, por meio de uma linguagem poética, perpassada por orikis da tradição africana e por pontos e hinários nacionais, fazer uma louvação aos orixás – divindades do panteão africano tão presentes nos rituais de candomblé e umbanda do Brasil. O livro, lançado pela editora Mazza em 2010, e rico em cores e ilustrações e no final contém um glossário das palavras do culto da natureza e dos orixás. Vale a pena ler. “...Era uma vez uma Era, que era, talvez, a mais antiga de todas as Eras: era a Era dos êres...” (Blog do Gutemberg)
A Era dos Erês - uma Era ao culto da Natureza e dos Orixás
Adriano Bitarães Netto
Mazza
2010
63 páginas
2h 6m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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