O conceito de vontade maligna é recusado por Kant, Schelling e Hegel. O pressuposto dessa recusa é que a sociedade admite como existentes regras tão firmes e estabelecidas que qualquer "desordem ou perturbação não seriam senão transtornos ou disfunções provisórias". No entanto, os vários pensamentos que atribuíram um curso racional à história foram contestados pelos caminhos tomados por esta própria história foram contestados pelos caminhos tomados por esta própria história, a tal ponto que situações desconhecidas implicaram numa reinterpretação do que até então se pensava ser o homem e a ação humana. Nesta reinterpretação necessária, como dar conta de uma ação regrada de destruição, uma faculdade ativa cuja meta é exatamente a negação de uma sociedade regrada? Basta simplesmente lançar à história uma oposição que o pensamento recusa como contraditória? Passar do mal como fato histórico à formulação de proposições filosóficas que deem conta dele, ou seja, introduzir o conceito de mal em filosofia numa perspectiva ético-política - este é o objetivo deste ensaio de Denis Rosenfield.
Do Mal - Para introduzir em filosofia o conceito de mal
Denis L. Rosenfield
L&PM
1988
152 páginas
5h 4m
ISBN-10: 8524502166
Português Brasileiro
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