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    Sobre a Vontade na Natureza -

    Arthur Schopenhauer

    L&PM
    2014
    240 páginas
    8h 0m
    ISBN-13: 9788525428882
    Português Brasileiro
    3.8
    67 avaliações
    Leram105Lendo15Querem148Relendo0Abandonos7Resenhas6
    Favoritos8Desejados148Avaliaram67

    “Estou convencido de que Schopenhauer é o homem mais genial de todos. (…) Ao lê-lo não posso compreender como o seu nome pôde permanecer desconhecido. A única explicação possível é a que ele mesmo repete tantas vezes, que há quase só idiotas no mundo.” Tolstói Em sua obra magna, O mundo como vontade e representação (1818), o filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) expôs a ideia de que o mundo que vemos e percebemos é apenas a manifestação, o “lado exterior” de uma essência única, a vontade. Em Sobre a vontade na natureza (1836), texto que o próprio autor considerava o “complemento essencial” à sua metafísica, ele percorre o vasto campo das ciências da natureza para mostrar como a sua filosofia pode dar um sentido às mais diversas descobertas científicas de seu tempo. Da fisiologia à física, da anatomia à linguística, acompanhamos o filósofo por todos os domínios da natureza em uma viagem que termina por nos levar também a destinos exóticos como o magnetismo animal, a magia e a religião chinesa. Ao longo do percurso, Schopenhauer discute, com seu estilo astuto e mordaz, várias descobertas científicas e suas interpretações, buscando dar-lhes sentido e unidade à luz de sua filosofia. A tradução do texto, até hoje inédito em português, segue a edição ampliada de 1854.

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    Dimitri Pimentel picture
    Dimitri Pimentel20/09/2024Resenhou um livro
    5 (Perfeito)

    “A vontade na natureza”

    Este livro me fez perceber que existem muitos homens inteligentes que não somos ensinados na escola mas que são pessoas com ideias que podem mudar a vida de alguém. No “prefácio à segunda edição” ele explica como mundo é dominado pelo “negócio filosófico” um pensamento que afeta a mente de todas as pessoas com uma ideia de que tudo aquilo que for contra o “negócio” não é filosofia. Na introdução ele fala sobre como a filosofia dele funciona e todo o resto explica de um modo tão interessante que consegue abordá-lá em diferentes áreas do mundo, como por exemplo mostrar como nos humanos somos controlados por uma “vontade” que nos dá um querer viver imposto por uma força estrangeira que na realidade só nos traz sofrimento e os animais e plantas por uma vontade que controla basicamente todos os seus pensamentos. Ele mostra como nós somos seguidos por um estranho abito de colocar vontades em objetos inanimados. E com um ato surpreendente consegue trazer a filosofia dele para a magia e para religião. Isso demonstra como é incrível essa tese apresentada por esse gênio chamado Schopenhauer pode ser uma tese confirmada em todos os aspectos da vida.

    6 curtidas

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    Arthur Schopenhauer

    Pessimista em sua visão do mundo, considerou ser a Vontade a última e mais fundamental força da natureza, que se manifesta em cada ser no sentido da sua total realização e sobrevivência. O conceito de Vontade deste filósofo diz respeito a algo infinito, uno, indizível, e não a uma vontade finita, individual, ciente. Ela estaria presente no homem, como em toda a natureza. Para Schopenhauer, a realidade é vontade irracional, onde o finito nada mais é que mera aparência da realidade. A vontade infinita, traz com ela a característica da insaciabilidade, sendo então algo conflituoso que geraria dor e sofrimento ao homem. Foi seminarista até os 14 anos. Iniciou estudos de medicina na universidade de Gottingen, mudando depois para filosofia, na universidade de Berlim. Sua tese Vierfach Wutzel der Zats uber zurechern Grund ( "Sobre a quádrupla raiz do princípio da razão suficiente") foi escrita em 1813. O difícil convívio com sua mãe com certeza marcou sua personalidade mas ela lhe permitiu conhecer intelectuais como Goethe (1749-1832), que freqüentavam sua casa em Weimar, centro da vida cultural alemã em sua época. Com a herança recebida do pai pôde viver sua vida de solteiro com relativo conforto e inteiramente entregue ao seu trabalho intelectual. Seu principal livro, Die Welt als Wille and Vorstellung ou "O Mundo como vontade e representação" (1819), embora o seu livro Parerga e Paraliponema (1851) seja o mais conhecido.

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