Uma obra que constata diante da fraqueza interior, onde se liberou um submundo, que afinal de contas se encontra em um estágio muito baixo, fez com que um mundo pudesse se separar, através de uma torre de pedra chamada Hantori e assim, ficando Holaris e Firnia lutando pelos seus objetivos. Diante deste cenário, irão ter segredos, amor, paz, sabedoria e vingança para atribuir um só caminho, a PAZ, afinal de contas, o oposto de Firnia é o que procuras. Nesta obra, encontrará raças, bichos, armas e personagens diferentes que irão enfatizar ainda mais a circunstância diante de suas missões, levando o ocultismo, batalhas e união em suas fases. Então, será que essa luta possui a vitória para uma única situação? Não! Pois, todos eles possuem e procuram a sua própria vitória.
Alaklandia - O início
Randy B.L
Uma narrativa com muito potencial, mas com uma execução que deixa muito a desejar
Em um mundo mágico, duas nações rivais, Holaris e Firnia, coexistem. Após um período de uma paz tensa, uma jovem de nome Loris recebe de “forças superiores” a missão de buscar aliados e preparar a si mesma e ao povo de seu país, Holaris, para uma guerra vindoura. Por outro lado, Firnia, a nação rival, coloca a mesma atribuição nas costas de Nikaly, a filha do rei, ambos esperando que este seja o conflito que irá esmagar o povo inimigo de uma vez por todas. Vamos começar pelos aspectos positivos. Alaklândia é uma boa história. Ao lê-la, é nítido que ela foi pensada com carinho, muito trabalhada. O autor criou povos, idiomas próprios para cada uma dessas nações, animais e criaturas mágicas dos mais diversos tipos – e, além das descrições, ainda encheu a edição de desenhos, para ajudar o leitor a visualizar o mundo que criou com mais vivacidade. A capa tem um trabalho de arte muito bom, atraente, o que reforça ainda mais a certeza do cuidado em que a obra foi concebida. Mas, como diziam os antigos, de boas intenções o inferno está cheio. Por isso, agora, vou focar nos aspectos negativos, que são muitos, e graves. A obra está repleta de erros gramaticais grosseiros: erros de concordância verbal e nominal dos mais variados tipos. Pode-se dizer, sem exageros, que praticamente todas as regras gramaticais existentes no Português Brasileiro foram horrivelmente desrespeitadas ao longo de toda a obra. O texto, por vezes confuso e poluído, tornou necessária muitas vezes uma releitura para que o trecho que estava sendo lido no momento fizesse sentido. Vários diálogos, tentando soar pomposos, continham palavras erradas ou colocadas completamente fora de contexto, o que poderia ter sido evitado com uma simples consulta ao dicionário (como exemplo, cito um que apareceu algumas vezes: roca (ferramenta para fiar) no lugar de rouca (pessoa que está sofrendo de rouquidão)). Outro problema é o timing, muitas vezes falho. Ou as ações se arrastavam desnecessariamente, ou se aceleravam em demasia. A evolução de Loris mesmo: tudo bem que é super usual, neste gênero de história, que o(a) escolhido(a) aprenda as coisas com mais rapidez, até para agilizar o andamento da história e mostrar a excepcionalidade que fez com que justamente aquela pessoa fosse a indicada pelo destino. Contudo, a rapidez com que ela aprendia as coisas foi exagerada demais. Em uma única tarde ela teve aula do uso de várias armas e, poucos dias depois, já estava lutando de igual para igual com Nikaly, que foi treinada nas artes da guerra desde criança? O desenvolvimento dos personagens também foi outro ponto falho. Havia momentos em que eles eram tão rasos que não raro eu me pegava pensando: é sério mesmo que são pessoas assim que querem salvar (os mocinhos) /dominar (os vilões) esse mundo?????? Ler a história acaba se tornando um esforço muito cansativo, porque claramente não houve uma revisão profissional. Se alguém realmente especializado na área tivesse lido essa história antes de publica, provavelmente teria feito o autor reescrevê-la muitas vezes até ela ficar minimamente adequada. Concluí a leitura por ser perseverante, porque a quantidade inaceitável de erros e problemas da obra quase me fez larga-la por diversas vezes. Deixo claro que não acho que escritores devam ser infalíveis e verdadeiras enciclopédias humanas. Não existe ninguém que saiba tudo, e erros acontecem, como seres humanos estamos suscetíveis a cometê-los. Mas uma revisão profissional existe para isso mesmo, para fazer correções, sugestões e alterações, e permitir que o artista entregue a melhor obra a seu leitor. Também deixo muito claro que não disse as coisas acima no intuito de detonar o autor. Disse-as porque enxergo nele uma pessoa criativa, com muito potencial e que tem um futuro pela frente para lutar se quiser construir uma carreira frutífera. Contudo, se ele não atentar para esse tipo de cuidado com a obra, não se aperfeiçoar e, principalmente, não contar com uma assessoria verdadeiramente qualificada, corre o risco de ficar desacreditado diante de um leitor mais exigente.
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