No meio dos sertões nordestinos, lá nos recônditos, ainda há temas extremamente delicados. Sexualidade é um deles. Para muitos, os gêneros são apenas dois, e basta. Homem é o macho, o provedor, aquele criado com a função primordial de ser o par da mulher. Mulher, por outro lado, é a figura da casa, filha, mãe, esposa... e sem defeitos, que essas figuras não os tem. E quando algum foge a essa lei, é sempre filho de outro, nunca gente de nossa própria prole. Açucena é assim, com gente dos dois gêneros, mas divididos em outros, que ninguém precisa saber. Homens poderosos, brutos, típicos estereótipos do macho, e outros nem tanto. Mulheres femininas, criadas para as prendas domésticas, mas nem todas. Açucena é o "mundo da cidade" invadindo o sertão. São coisas que nunca se viu, embora tenham sempre existido. Peça nascida apenas para suprir um vazio momentâneo de texto da Cia. Os Cara da Arte, de Crateús (CE), acabou caindo no gosto dos atores/atrizes e do público, lotando o teatro em todas as suas apresentações. Premiada no Edital Literário para Autor(a) Cearense, da Secretaria da Cultura do Estado, agora ganha outras possibilidades de divertir mais e diversas platéias. Açucena não é flor que se cheire é como sua protagonista, feito para trazer alegria a todos. Boa leitura, boa montagem, feliz diversão. Elias de França - escritor
Açucena não é flor que se cheire -
Lourival Mourão Veras
SECULT
2011
65 páginas
2h 10m
ISBN-1: 0
Português Brasileiro
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