Padrões de Cultura -

    Ruth Benedict

    Vozes
    2013
    216 páginas
    7h 12m
    ISBN-13: 9788532645944
    Português Brasileiro

    Notável introdução aos estudos culturais, Padrões de Cultura é uma eloquente afirmação do papel da cultura na formação da vida humana. Nesta obra fascinante, a renomada antropóloga Ruth Benedict compara três sociedades - Os zunhis do sudoeste dos Estados Unidos, os kwakiutl do oeste do Canadá e os dobuanos da Melanésia - e demonstra a diversidade de comportamentos existentes nelas. O revolucionário estudo de Benedict mostra que cada cultura humana é definida por uma configuração peculiar de trações, e analisa a relação entre cultura e indivíduo. Com comentários preliminares de Franz Boas, este trabalho instigante explora em última análise o que significa ser humano.

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    Pablo Pax20/03/2024Resenhou um livro
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    Padrões de Cultura

    Ruth Benedict (1887-1948), antropóloga americana, a partir de estudos com populações ameríndias, identifica o que ela chama de tipos extremos de cultura: as apolínias e as dionisíacas. Para ela, todas as culturas e sociedades são intermediárias desses dois extremos. Influenciada por Nietzsche, que dizia que a cultura grega oscilava entre os mitos de Apolo (racional, institucional, regrada, ordenada, conservadora, científica, sóbria etc.) e Dionísio (emotiva, desorganizada, desregrada, desordenada, revolucionária, artística, ébria etc.), ela retoma essas ideias do filósofo alemão e as generaliza, argumentando ser possível identificar as sociedades, melhor, as Culturas, a partir desses padrões. E a partir daí, com uma erudição invejável, vai montando seu arcabouço com exemplos de inúmeras culturas ao redor do mundo que podem ser classificadas a partir dos extremos apolíneos e dionisíacos. O livro, publicado em 1934, foi um marco em sua época, algo como "Armas, Germes e Aço" de Jared Diamond e "Sapiens" de Yuval Harari na década passada. Todo mundo que se quisesse cultivado e antenado tinha lido "Padrões de Cultura". Talvez não seja exagero dizer que foi esta obra quem trouxe o relativismo cultural, com todas as implicações positivas e negativas, para a vida pública contemporânea. Embora algumas de suas ideias estejam ultrapassadas, a obra teve uma importância pedagógica e política de suma importância, numa época em que nacionalismos chauvinistas e teorias de superioridade cultural e racial eram dadas como certas e/ou ensinadas como verdades sagradas. Ruth Benedict está entre os autores mais inteligentes que já li, tanto pela criatividade quanto pela clareza e qualidade de sua escrita. Vale a leitura.

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