em A Intuição Criadora: a poesia, o homem e as coisas. Ainda de acordo com Maritain, a arte oriental está exclusivamente voltada para as coisas e, não obstante, como toda e verdadeira arte, abomina o realismo, "o artista oriental ficaria envergonhado de pensar em seu ego e de pretender manifestar sua própria subjetividade em sua obra." Certamente são expressões diferentes, mas há em ambas um quê de semelhança, veja por exemplo a música oriental com seus comas, sua cíclica e sua semelhança com a música modal, repetitiva e também cíclica. As primeiras obras tidas como minimalistas surgiram nas artes plásticas. Essa talvez tenha sido o motor do movimento. As pinturas minimalistas têm caráter predominantemente geométrico, privilegiando formas simples. Alguns artistas excediam o formato tradicional da tela retangular em suas obras, extrapolando a pintura e buscando possibilidades estéticas em formas bi ou tri dimensionais, rompendo limites entre os campos da pintura e da escultura. Essa convergência das linguagens ocorreu devido à busca por novos elementos expressivos, que não tintas, formas e traços já comuns à pintura, fazendo sobressaltar o suporte das obras, que então passaram a ser trabalhadas em texturas de aço, parede, papel, plástico, etc, tornando-se quase que objetos dispostos no espaço. Com esse caráter de instalação, a obra passa então a dialogar diretamente com o espaço no qual se insere, modificando a relação com o espectador, antes meramente contemplativa. As expressões minimalistas ultrapassam os limites das artes visuais e contaminam outras formas de expressão.
