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    Diálogos de outono -

    Yves Congar

    Loyola
    1990
    78 páginas
    2h 36m
    ISBN-1: 0
    Português Brasileiro
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    Em 1937, Congar publicava "Chrétiens désunis. Principes d'un oecuménisme catholique". Esse livro convidava ao diálogo entre cristãos em nome de uma renovação profunda da Igreja que transcendesse as cristalizações de modelos estranhos às Escrituras, aos Padres e à grande Tradição multissecular da Igreja. Cinqüenta anos depois a Igreja tomou uma nova consciência de si mesma, da sua diversidade como Povo de Deus, com os seus diferentes carismas e ministérios, seguindo o exemplo de Cristo. Congar pode avaliar a evolução atual com o distanciamento do conhecimento histórico e de um sentido espiritual aguerrido. Estes diálogos ajudarão, portanto, na formação de um julgamento sólido acerca de temas que passaram para a ordem do dia após o Concílio Vaticano II, como: a base teológica das conferências episcopais, a autoridade da Igreja, o papel do Papa, a pesquisa teológica, o ecumenismo e assuntos como os cultos dominicais sem padre e o laicato.

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    Yves-Marie-Joseph Congar profile picture

    Yves-Marie-Joseph Congar

    Foi um teólogo dominicano e Cardeal francês. É considerado um dos maiores eclesiólogos do século XX, que abriu a eclesiologia católica ao ecumenismo. Foi ordenado em 1930. Esteve preso de 1940 a 1945 nos campos de concentração de Colditz e Lübeck. Foi fundador e diretor da coleção Unam Sanctam, e professor de teologia na faculdade de Le Saulchoir. Foi um sólido eclesiólogo, aberto ao ecumenismo e à reforma da Igreja, precursor e consultor do Concílio Vaticano II. Entre suas obras, cabe destacar "Verdadeira e falsa reforma da Igreja" (1950), "Jalones para una teología del laicado" (1954), "Cristãos em diálogo" (1964), "Tradição e tradições" (1961-1963) e "O Espírito Santo" (1980). Foi elevado à dignidade cardinalícia por João Paulo II em 30 de outubro de 1994, recebendo o barrete de cardeal em 8 de dezembro do mesmo ano. Faleceu em 1995. Juntamente com o dominicano Marie-Dominique Chenu, e com os jesuítas Henri de Lubac e Jean Daniélou, foi um dos artífices da "Nouvelle théologie", uma renovação espiritual que ocorreu na Igreja Católica da França dos anos 1950. Durante o Concílio Vaticano II foi um dos peritos que colaborou na redação de Lumen gentium, Dei Verbum e Gaudium et Spes.

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    Ardenas , França

    Yves-Marie-Joseph Congar