Numa pequena cidade, em apartamentos vizinhos, moram duas velhas senhoras. Em meio ao mar, afunda o barco de pesca que leva Joao da mata a grande cidade, Joao escondido no lavatório do barco vomita, engole agua. Já velho e cansado, retorna Vivaldo a sua cidade natal, pequeno amontoado de ruas e casas em meio a paisagem. Num dia como outro qualquer ele chega à cidade. Nesse dia, diferente de tantos outros dias, chove. De um lugar indefinido – seria um buraco de rato, uma folha de papel, um maço de cigarros? – observa tudo isso uma personagem feminina. Ela não tem mãos que risquem no papel as palavras, nem língua que de som aos vocábulos. Quem será? O que será? O que pretende e porque não para de soltar palavras? Composto por duas narrativas que ocorrem simultaneamente A gente, que comemos corpos traz a saga destes e outros personagens. Romance de estreia da dramaturga e escritora Tania Pescarini.