O filósofo iraniano entrevista, neste livro, aquele que "encarna seguramente uma das maiores consciências de nosso fim de século. [...] Um espírito livre e independente, à margem de todo sistema, junto ao qual se combina a exigência ética de um ‘sobrevivente’ com a preocupação ontológica de um ‘mestre da leitura’ ". "Nós somos aqueles que vêm depois; sabemos doravante que um homem pode ler Goethe ou Rilke à noite, desfrutar de trechos de Bach ou de Schubert, e na manhã seguinte, ocupar-se de seu trabalho cotidiano em Auschwitz. Dizer que ele leu sem compreender ou que fez que não ouviu é uma escapatória demasiado fácil. Será por sabermos quais podem ser as conseqüências para a sociedade e para a literatura, ao passo que de Platão a Mattew Arnold e Alain a esperança baseada na força humanizante da cultura tornou-se quase um dogma, é que todos crêem no valor desta energia espiritual inspiradora do comportamento? Além do mais, as instituições que tinham o encargo de promover a civilização e de divulgar os resultados – unversidades, artes, publicações – não somente não souberam se opor com eficácia à barbárie política, porém, a glorificaram, com freqüência concederam-lhe honras e a cobriram de elogios."
George Steiner: À Luz de Si Mesmo -
Ramin Jahanbegloo
Perspectiva
2003
222 páginas
7h 24m
ISBN-10: 8527305313
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