As tradições e a realidade social dos pampas se sobressaem na visão poética de Nejar. Assim como Carlos Drummond de Andrade (inconfundivelmente mineiro) e João Cabral de Melo Neto (inconfundivelmente nordestino), ele preocupa-se basicamente com a poesia do homem e pelo homem. Considerado um dos 37 escritores chaves do século, entre 300 autores memoráveis, no período compreendido de 1890-1990, Nejar — chamado "o poeta do pampa brasileiro" — figura como uma voz emblemática e universal, de original e abundante produção lírica, ao lado de Octavio Paz, Jorge Luis Borges, César Vallejo e Nicanor Parra.

