In second century Britain, Macey, a former solider prone to bouts of frenzied violence, wanders the countryside with a group of deserters from the Roman army, contending with the threat of deadly local tribesmen. Fifteen centuries later, during the English Civil War, Thomas Rowley is holed up in safe house, hiding from the ruthless Royalist troops besieging his village. In the present day, Tom, a precocious, love-struck, mentally unstable teenager is struggling to cope with the imminent departure for London of his girlfriend Jan. These are the three stories woven together in Red Shift Alan Garner's masterpiece of virtuosic counterpoint and brisk historical evocation. Vastly remote in time, each narrative takes place around the mysterious hill of Mow Cop in Southern Cheshire, a region Garner brings vividly and enchantingly to life. By turns riveting, meditative, and deeply moving, Red Shift is a unique piece of storytelling about chance and fate, freedom and predestination, visionary awakening and destructive madness.
Red Shift -
Alan Garner
Edições (1)
Ver maisEu conheci Alan Garner na biblioteca do colégio, lá pelos treze, quatorze anos e a prosa dela, seu conhecimento de mitologia, sua forma de mesclar o mundo real e a fantasia me conquistaram de cara. Mais que isso, Garner foi uma forte fonte de inspiração para muito do que escrevi nessa época e foi ele quem despertou minha curiosidade para a mitologia celta. Por todos esses motivos, quando li um artigo sobre grandes livros de fantasia e ficção científica do último século (já não me lembro mais em que site) e dei de cara com o autor, foi coisa de piscar de olhos eu começar a fuçar atrás do livro pelo qual ele era citado. <i>Red Shift</i> alterna três épocas diferentes para contar sua história: vamos das décadas de 60 e 70 a século XVII até o período das invasões romanas; acompanhamos o desenvolvimento da relação de Jan e Tom, batalhamos com Logan, Macey e outros soldados perdidos da Nona Legião e vemos Thomas tentar lidar com uma guerra civil entre puritanos e monarquistas. São personagens e tempos diferentes, mas existe uma conexão extremamente sutil que liga todos eles numa mesma narrativa – e não é apenas o machado de pedra que inclusive aparece na capa do volume. O livro se apóia fortemente em diálogos – na verdade, ele é quase todo diálogo e quase nenhuma descrição. Há um ritmo quase poético, especialmente nas falas de Tom, Macey e Thomas (que podem ou não ser todos os mesmo personagem em diferentes vidas), divididos entre o mundo real e os delírios que podem até levá-los a um estado <i>berserk</i>. É preciso atenção para entender o que está acontecendo, para compreender a dimensão que essas relações estão tomando, as repetições de padrão nos encontros e desencontros dos personagens de forma quase cósmica. É um volume curto, pouco menos de duzentas páginas, mas extraordinário em suas referências. Não é uma história leve que você leia de uma sentada só, porque você tem de estar sempre bastante concentrado para acompanhar o que está acontecendo e creio que o ideal seja digerir cada cena de uma época antes de viajar para outra ou você acabará se perdendo entre as ramificações existentes. Fiquei feliz de reencontrar Garner. Ele foi um dos autores que marcaram minha adolescência e me fizeram apaixonar pela ficção fantástica. É bom revê-lo num texto mais maduro, que mantém as características que me fascinaram naquelas primeiras leituras.
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