Sabe quando você tá numa fase de começar livros e não terminar? E o pior de tudo é que a culpa não é necessariamente dos bixim, mas de sua pessoa porque nos últimos tempos você vem sofrendo de uma estranha e chiliquenta bipolaridade literária.
Contudo, pra tentar superar tanta chatice, lá fui eu pegar Toxic girl porque este era um livro diferente das minhas últimas leituras.
Bem, o que posso dizer? Que morri de tédio porque o rai da história não desandava? Que quando finalmente um conflito aparecia pra movimentar a coisa toda, logo se resolvia de maneira estranha e a história prosseguia devagar/parando? Que tudo aconteceu muito rápido e, com isso, muitas cenas e diálogos foram superficiais?
Ou devo dizer que revirar os olhos é o cacoete preferido das autoras americanas? Juro que se um infeliz cometer tal ato perto de mim, eu entro de voadora. Perco a elegância, mas pelo menos me vingo. Justiça poética.
Toxic girl não é um livro medonho, mas está bem longe de ser um Petit gâteau, está mais pra rapadura. A proposta é muito boa, mas foi mal desenvolvida. Não posso negar que alguns conflitos apareceram, mas a forma como as coisas se resolviam instantaneamente me entediavam porque eu sou chegada em um barraco.
E o amor do nada? Não deu pra engolir.
Profundidade dos personagens? Zero.
Título? Não entendi até agora o porquê desse título já que a mocinha logo abandonou a profissão de stripper na boate Toxic. Claro que em alguns momentos percebemos que a garota saiu do Toxic, mas Toxic não saiu da garota, pois às vezes algo acontecia na história envolvendo esse ponto, mas foi de uma maneira meio sei lá.
Bem, pra quem não se importa com o que me incomodou e é chegado em um livro meio erótico, pode ser que goste desse. Além do que, o livro é bem curtinho, li de uma veizada só.
Recomendo?
Ah, nem sei...
;)