Aqui King nos presenteia com um ensaio maior sobre a ficção científica e de horror de língua inglesa entre os anos 1940 e 1970, com alguns capítulos voltados para o tema em questão em revistas "pulp" como a Weird Tales e a Dark Mask, bem como no rádio e na televisão. De uma forma geral é um ensaio sobre o estado da arte sobre ficção científica e de horror.
King discute aspectos autobiográficos de sua infância e sua correlação com suas influências em obras de H. P. Lovecraft e Anne River Siddons que encontrou no porão de sua casa e que pertenciam a seu pai, que aparentemente era um aspirante a escritor.
A dissertação sobre o rádio e a televisão nos traz à memória programas como "Suspense" e "Twilight Zone" (aqui no Brasil conhecido como "Além da Imaginação") e a inesquecível voz e apresentação de Rod Serling. Além disso, nos traz informações importantíssimas sobre obras indeléveis da ficção popular como "Invasores de Corpos", de Finney, "O País de Outubro" e "Dark Carnival" de Ray Bradbury, "The Fog de James Herbert, "O Bebê de Rosemary" e "Um Beijo Antes de Morrer" de Levin e alguns contos de Harlan Ellison. Ressalte-se que há ainda um vasto compêndio de comentários sobre Ramsey Campbell, Shirley Jackson, Robert Bloch e Lovecraft.
De uma forma holística, é uma leitura agradável para o leitor de obras de ficção popular que conhece as obras supracitadas. Funciona como um roteiro com dicas de leitura. Recomendo sem hesitação alguma, com a ressalva de que há vários "spoilers" de obras como A Dança da Morte, 'Salem e Carrie.