O medo de Virgília -

    Rosa Mattos

    Selo Jovem
    2014
    200 páginas
    6h 40m
    ISBN-13: 9788566701265
    Português Brasileiro

    Cercada por pessoas desajustadas (psicopatas, neuróticas, depressivas, insanas, obsessivas, fóbicas e inescrupulosas), Virgília luta para manter sua sanidade mental. Dividida entre cuidar da própria vida e ajudar seus familiares que precisam dela financeiramente, muda-se de Cristal (pequena cidade gaúcha) e vai morar sozinha em Porto Alegre, num apartamento herdado pela mãe. Assim, poderá ficar mais perto de Marília, sua irmã mais nova, internada numa clínica depois de tentar matá-la, após sofrer um surto psicótico. Virgília começa a trabalhar como gerente de uma joalheria. Lá, ela conhece Alex, o entregador de joias e os dois se apaixonam. Em pouco tempo, serão envolvidos por um laço de amor que os manterá unidos, contra todas as adversidades. Além de ser um homem apaixonante, Alex possui um dom incomum, que o torna capaz de tirar vidas, ou salvá-las. E este seu dom, terá um papel importante para os rumos desta história. Uma trama onde o grande mistério é descobrir como Virgília conseguirá lidar com tantas situações difíceis que a cercam, sem enlouquecer.

    Edições (2)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover

    Similares (3)

    Ver mais
    • book cover
    • book cover
    • book cover
    Resenhas (39)Ver mais
    Telma Myrbach picture
    Telma Myrbach27/03/2015Resenhou um livro
    4 (Muito bom)

    Thriller Psicológico.... maravilhoso!

    Atenção, esse livro não é recomendado para pessoas sãs. O uso desse livro é recomendado apenas para pessoas surtadas! Queridos, surtados... Quando li a sinopse desse livro já fiquei com o olho maior que a barriga (sim! cheia de livros na fila pra leitura e eu não viveria saudavelmente, se não tivesse esse). A quantidade de desordens mentais que esse livro prometia apresentar, era um prato cheio pra quem estuda o tema. Né? Pois então.... Como viver saudavelmente sem alimentar-se? Acompanhou minha lógica aristotélica? Bóra pro livro? Bóóóóóóóóóra! Eu pensava que tinha problemas. Até conhecer Virgília. Tadinhaaaaaaaaaaaa.... Na verdade, a moça não tinha problemas mentais, exceto alguns medos típicos dessa vida louca que levamos, mas ela era um chamariz para pessoas com toda sorte de problemas mentais. Até mesmo um paranormal invade sua vida (e faz a nós duas felizes - *suspiro* - lindo!). O que dizer de uma moça que tem uma mãe mandona (e que recusa-se a ver a realidade como ela é), uma irmã internada em uma clínica para doentes mentais, depois de ter tentado matá-la, psicopatas ao redor, um irmão sem pulso firme, uma vizinha com obesidade mórbida que deveria entrar para o M.A.D.A. (Mulheres que Amam Demais Anônimas), um tio com tantas fobias que nos faria rir muito, se não fosse trágico, uma prima com mania de limpeza... dentre outras pessoas que, só lendo pra saber? O que dizer? Me digam! *salivando* Fora isso, ter que gerenciar uma joalheria, ocupando o cargo de alguém que havia sido feito refém num assalto, na mesma joalheria, semanas antes... é demais, né? A leitura é incansável e olha que eu leio devagar... me canso com narrativas longas demais. Esse livro não é assim. Tive que me mandar dormir, porque eu não conseguia parar de ler... tive que, numa folguinha qualquer no trabalho, ler, ler e ler... eu queria saber mais. A escrita de Rosa Mattos, é primorosa. Destas que dá gosto ler, sabe? Ao mesmo tempo que é escrita de fácil compreensão, a Língua Portuguesa impecável passeia em cada linha. Sou muito exigente com isso. Leio para me divertir, mas também leio para aprender. E Rosa, ensina. Sua escrita é temperada com pitadas de ironia (dry humor), suspense e romance. Os personagens são todos tão bem construídos que parecem ter mergulhado da vida real e das páginas do Jornal Nacional e ID (Investigation Discovery), diretamente para as páginas do livro. Há perfis bem traçados de maneira geral, dando-nos espaço para conclusões. Virgília é tão comum que poderia ser você, ou eu e, é descrita com tanta poesia que é impossível não se emocionar, não torcer por ela, não vibrar a cada conquista. Ela tem seus medos, como qualquer pessoa comum, mas não se recosta sobre eles... ela destrincha-os, enfrenta-os e resolve-os. É lindo de ver! Há tempos eu não via uma cena de romance (dela e de um amor que surgiu no meio dessa vida louca) que me arrancassem suspiros e fizessem as borboletas dentro do estômago bater as asas freneticamente. eu também beijei Alex... junto com ela. Era em mim que ele fazia afagos... Lindo! Eu estive no mesmo quarto em que um casal de psicopatas se uniu e vi-os fazer um sexo louco, como só os psicopatas são capazes: uma mistura de equilíbrio entre viver o prazer e não matar o parceiro, que resultou num orgasmo que exigia mais. Se eu pudesse pedir mais a Rosa, seria que ela trabalhasse um pouco mais a relação desse casal de psicopatas que ela soube construir tão bem! Mais umas 100 páginas e eu ficaria satisfeita com a conclusão. Rosa... please... que tal um livro só com histórias desse casal de psico? Enfim... o livro é curtinho e, essa é uma das raríssimas vezes em que eu senti falta de mais conteúdo no final. De mais história antes de desfecho. De saber o que aconteceu com o personagem "Y" (o das fitas - só quem leu entende)... que também tinha uma riqueza de construção psicológica... mente doentia a de "Y", mas... quem sou eu pra julgar? Enfim... há romance, suspense e aventura bem alinhavada. As coisas acontecem rapidamente. E a necessidade de saber mais se torna ainda mais premente. Agora vou procurar comprar o livro "Paredes Vivas", da mesma autora. Parece que gostei? (...) aos poucos foi se desprendendo de sua obsessão por organização e se apegando a Bernardo de um modo tão exagerado quanto sua mania de querer tudo no lugar. Só queria viver aquela paixão. Qualquer fato ocorrido além daquelas paredes se tornara irrelevante. Viciara-se nele. p.20 Provocar o medo alheio foi um modo que ele encontrou de mascarar suas próprias fobias. p.30 Seus olhos ficaram grudados no líquido vermelho que escorria da cabeça do homem sem vida. Enquanto a multidão fazia expressão de espanto, ela parecia fascinada. (...) Não sentiu pena. Não sentiu medo. Não sentiu nada, além de um forte arrebatamento, uma espécie de prazer. p64 Explorou a pele macia de (...), enquanto a penetrava, com um misto de paixão e desespero. Quando aumentou o ritmo, sentiu dedos lhe apertando a garganta. Fez o mesmo. Espremeu-lhe o pescoço, sufocando-a, com doçura. Rápido. Mais rápido. Ávidas bocas. Mãos homicidas que desciam sobre o corpo como carinhosos cutelos. Unhas cravando amorosamente nas carnes. Dentes que mordiscavam, quando na verdade queriam dilacerar. Dois bárbaros na arena. Olhares fulminantes, atentos aos movimentos da presa. Duelaram por algum tempo, entre gemidos, suspiros e gozos. p.68

    2 curtidas

    Estatísticas

    Avaliações

    4.4 / 92
    • 5 estrelas62%
    • 4 estrelas24%
    • 3 estrelas12%
    • 2 estrelas2%
    • 1 estrelas0%